5 minutos
1 porção
Fácil
387 kcal
Ingredientes
- 1 xícara de açúcar granulado ou refinado
- 1 colher de sopa de amido de milho (maisena)
Modo de Preparo
- No copo do liquidificador, adicione o açúcar granulado ou refinado e o amido de milho.
- Tampe bem o liquidificador e bata em velocidade alta por cerca de 1 a 2 minutos. O tempo pode variar dependendo da potência do seu liquidificador; o objetivo é transformar o açúcar em um pó fino, semelhante a talco.
- Desligue o liquidificador e aguarde alguns segundos para que a poeira de açúcar assente antes de abrir a tampa.
- Peneire o açúcar batido para garantir que não restem grãos maiores e para que a textura fique ainda mais uniforme.
- Guarde o açúcar de confeiteiro caseiro em um recipiente hermético em local seco.
Dicas do Chef
- Para obter a textura mais fina possível, utilize um liquidificador potente ou um processador de alimentos.
- Bata o açúcar em pequenas quantidades por vez (no máximo 1 xícara) para evitar que o liquidificador superaqueça e o açúcar empelote.
- O amido de milho é crucial para evitar que o açúcar absorva umidade e forme grumos, mantendo-o soltinho.
- Se for usar para polvilhar doces quentes, o amido de milho ajuda a evitar que o açúcar derreta imediatamente.
A História Doce do Açúcar de Confeiteiro
O açúcar, em todas as suas formas, é um dos pilares da culinária mundial. No entanto, o açúcar de confeiteiro, com sua textura ultrafina, representa um refinamento específico que revolucionou a doçaria. Sua história está intrinsecamente ligada ao avanço das técnicas de refino e à busca por acabamentos mais elegantes e delicados nas sobremesas. Enquanto o açúcar granulado era a norma para adoçar, a necessidade de um pó que se dissolvesse instantaneamente e criasse coberturas suaves impulsionou o desenvolvimento do açúcar de confeiteiro.
A Evolução do Refino e o Nascimentos dos Açúcares Finos
A história do açúcar remonta a milhares de anos, com a cana-de-açúcar sendo cultivada na Índia e na Nova Guiné. Por séculos, o açúcar era um produto de luxo, caro e difícil de refinar. Com a expansão das plantações de cana-de-açúcar e o desenvolvimento de moinhos e refinarias na Idade Média e Moderna, o açúcar começou a se tornar mais acessível, mas ainda em formas brutas ou cristalizadas. No século XVIII, com o crescimento da confeitaria europeia, surgiu a demanda por um açúcar mais fino, que pudesse ser usado em glacês e decorações complexas. O açúcar de confeiteiro, ou “icing sugar” (açúcar de glacê), como é conhecido em muitos países, preencheu essa lacuna, permitindo a criação de texturas aveludadas e acabamentos polvilhados.
A Confusão Brasileira: Açúcar de Confeiteiro vs. Açúcar Impalpável
No Brasil, existe uma distinção técnica que confunde muitos cozinheiros. O termo “açúcar de confeiteiro” (ou Glaçúcar) é usado por algumas marcas para um açúcar finamente moído, mas sem a adição de amido de milho. Já o “açúcar impalpável” é o açúcar de confeiteiro que possui amido de milho em sua composição (geralmente de 1% a 3%). O amido de milho atua como um agente antiaglomerante, impedindo que o açúcar absorva umidade e forme grumos. Para a maioria das receitas de glacê, recheios e massas delicadas, essa distinção é crucial, pois o amido de milho melhora a textura e a estabilidade do produto final, especialmente em ambientes úmidos. A receita caseira apresentada aqui, ao adicionar o amido de milho, cria na prática o “açúcar impalpável”, que é o mais versátil para a confeitaria moderna.
Usos Culinários e Curiosidades
O açúcar de confeiteiro é um ingrediente versátil que vai muito além de polvilhar bolos. Ele é essencial para:
- Glacês e Coberturas: Sua principal aplicação é em glacês e coberturas, como o glacê real (royal icing) ou o buttercream. Sua capacidade de se dissolver rapidamente garante uma textura lisa e homogênea, sem os grãos que o açúcar refinado deixaria.
- Massas Delicadas: Em receitas como macarons, suspiros e merengues, o açúcar de confeiteiro é fundamental para a estrutura e a leveza da massa.
- Decoração: O polvilhamento sobre doces fritos como sonhos, rabanadas e churros, ou sobre bolos simples, confere um toque final elegante.
Uma curiosidade interessante é que, em regiões de alta umidade, o amido de milho no açúcar impalpável ajuda a manter a decoração intacta por mais tempo. Para quem busca um acabamento ainda mais profissional, o açúcar de confeiteiro pode ser combinado com outros ingredientes, como o açúcar gelado, que tem uma composição específica para não derreter em doces quentes.









