GRANDE SORTEIO DO HQ DA VIDA (oito livros)

Estamos sorteando OITO LIVROS*, isso mesmo, OITO. Para participar você precisa dos seguintes critérios:

#HQAcessível: a capa é uma mesclagem de todas as capas dos oito livros do sorteio.Na parte de baixo da imagem, está escrito “HQ” em amarelo e “da vida” em azul. No topo, num retângulo azul, lê-se em preto “Grande Sorteio HQ da vida”.

SORTEIO DE 5 LIVROS** (o ganhador levará sozinho):

– Viagem Solitária (João W. Nery)

– Homofobia: identificar e prevenir (Jaqueline Gomes de Jesus)

– Linchamentos: a justiça popular no Brasil (José de Sousa Martins)

– #Meu amigo secreto: feminismo além das redes sociais (Coletivo Não me Kahlo)

– E se eu fosse puta (Amara Moira)

Para concorrer aos CINCO LIVROS você precisa:

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O SORTEIO SERÁ QUANDO?

Ocorrerá quando atingirmos 1000 seguidores na page do facebook, 1000 no twitter e 350 no soundcloud. Simples, né? Falta pouquinho pra atingirmos essa marca em algumas dessas plataformas, mas o que queremos mesmo é presentear você que acompanha nosso trabalha com essas belezuras de leituras.

SORTEIO ADICIONAL DE 3 LIVROS*** (o ganhador levará sozinho):

E temos um sorteio adicional somente para padrinhos, nosso objetivo é bem simples, quando atingirmos a marca de R$40,00 em doações, iremos fazer o sorteio de TRÊS LIVROS da coleção antiprincesas:

#1: Frida Kahlo

#2: Clarice Lispector

#3: Violeta Parra.

Para concorrer, basta ser nosso padrinho, clicando aqui!

* Serão feitos dois sorteios, um exclusivo para padrinhos e outro para todos. O envio dos mesmos será por nossa conta (somente no Brasil).

** livros já usados para pesquisas do podcast HQ da vida e em perfeito estado de conservação.

*** livros já usados para pesquisas do podcast HQ da vida e em perfeito estado de conservação.

https://youtu.be/8CPCHhK2AkM

HQ da Vida #19 LGBTTs: Mystique, Hugo Nasck

#HQAcessível: Na foto de capa, a Hugo está com cabelos pintados de rosa e uma roupa preta, a foto tem filtro em tom pastel. Na parte de baixo da imagem, está escrito “HQ” em amarelo e “da vida” em azul. No topo, num retângulo azul, lê-se em preto  “19: Mistique Hugo Nasck”.

Nesse maravilhoso episódio do HQ da vida, contamos a história da Hugo Nasck, produtora de conteúdo, youtuber, gamer e pessoa não binária.

 

Indicações do programa:

The Death and Life of Marsha P. Johnson

 

Links da Hugo:

Canal da Hugo Nasck

Twitter da Hugo Nasck

Canal Gamer da Hugo Nasck

 

Edição de áudio: Dann Carreiro

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Transcrição dos episódios: Sidney Andrade

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HQpédia #02 – The Hunting Season

#HQAcessível: a capa deste episódio é a foto de um veado em um campo aberto e ao fundo tem uma mata, a foto está com filtro em tons pastéis.Na parte de baixo da imagem, está escrito “HQ” em amarelo e “da vida” em azul. No topo, num retângulo azul, lê-se em preto “02: The Hunting Season”.

Hqpédia é um programa ligeiro sobre filmes, livros, figuras públicas e tudo o que envolve o universo LGBTQIPA na Cultura Pop. A intenção é trazer para vocês dicas e curiosidades sobre  os mais diversos assuntos de maneira leve e descontraída.

Pensando nisso, hoje falaremos sobre: “The Hunting Season” ou Temporada de Caça., documentário produzido na década de 80 pela cineasta Rita Moreira

Links:

Texto do Fausto Salvadori

The Hunting Season – Rita Moreira

Oficina faz “ensaio-festa” para “Os Sertões”

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HQ de Bolso #10 – Gêneros Não Binários

#HQacessível: a capa do episódio é a logo do HQ da vida. O “HQ” está em amarelo e “da vida” em azul. O fundo é branco e o background das letras é preto.

O  HQ DE BOLSO tem a intenção de provocar discussões iniciais sobre temas que abrangem as vivências Queer. A gente quer começar o assunto, para que você possa ter um ponto de partida com o qual poderá buscar mais informações. Aqui, é só o começo.

Hoje, nós vamos tentar dar algumas definições para esclarecer sobre gêneros não binários, uma galera que nos prova quão diversos os humanos podem ser.

Transcrição do episódio

Links do HQ da vida:

Grande Sorteio HQ da vida

Quem tem medo de Judith Butler?

Para começar a entender:

IDENTIDADE DE GÊNERO, CISNORMATIVIDADE, BINARISMO: ENTENDA CONCEITOS

Não-binaridade de gênero

“Não sou homem. Não sou mulher. Faça o favor de não perguntar sobre minha genitália.”

Como você pode não ser escrota(o) com pessoas não-binárias

Vídeo – O QUE É GÊNERO? TRANS? NÃO-BINÁRIO? – IGOR STEIN

Vídeo – “-O QUE VOCÊ É ?!” | MINHA IDENTIDADE DE GÊNERO NÃO-BINÁRIO

Vídeo – Gênero liquido/fluido

Linguagem Neutra

Campanha 16 dias de ativismo na Web

 

Edição de áudio: Dann Carreiro

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Transcrição dos episódios: Sidney Andrade

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Créditos musicais:

Jaloo – Ah! Dor!

HQ da Vida #18 LGBTTs: Gamora Amara Moira

#HQAcessível: a foto é a Amara Moira com uma parte do decote da blusa levemente abaixado e escrito ‘E se eu fosse puta’.Na parte de baixo da imagem, está escrito “HQ” em amarelo e “da vida” em azul. No topo, num retângulo azul, lê-se em preto “”18: Gamora Amara Moira”.

Nesse maravilhoso episódio do HQ da vida, contamos a história de Amara Moira, professora, escritora, colunista do Mídia Ninja, transexual, bissexual e muito mais que você pode imaginar. Dê o play nessa história e venha curtir conosco.

Transcrição do episódio

Links da Amara Moira:

Blog da Amara Moira

Página do facebook da Amara Moira

Indicações do programa:

Grande Sorteio HQ da Vida

 

Links mencionados:

Acessibilidade

PQP Cast

Olhares Podcast

Edição de áudio: Dann Carreiro

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Transcrição dos episódios: Sidney Andrade

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HQindica #01 – Bibliopreta

#HQAcessível: a capa deste episódio é a logo do Bibliopreta que é composta por um círculo vermelho e dentro escrito bibliopreta e abaixo um livro aberto. A foto está com o filtro padrão em tons pastéis do HQ davida..Na parte de baixo da imagem, está escrito “HQ” em amarelo e “da vida” em azul. No topo, num retângulo azul, lê-se em preto  “01: Bibliopreta”.

Ontem jogamos no feed um programa, e hoje também! Ouçam esse projeto novo nosso, pois é muito bacana.

HQindica é um programa para enaltecer e divulgar projetos legais que podem fazer diferença na vida das minorias.

Hoje, falaremos do Bibliopreta com Sueli Feliziani.

Links:

Página do Bibliopreta.

Financiamento do Bibliopreta

Bibliopreta na Revista Cult

 

Créditos musicais:

Elza Soares – Luz Vermelha

 

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HQpédia #01 – Rogéria

#HQAcessível: a capa deste episódio é a foto que Rogéria tirou para seu livro. Metade ela está com bigode e terno e a outra ela está de cabelo loiro e vestido.Na parte de baixo da imagem, está escrito “HQ” em amarelo e “da vida” em azul. No topo, num retângulo azul, lê-se em preto  “01: Rogéria”.

Transcrição do episódio

Hqpédia é um programa ligeiro sobre filmes, livros, figuras públicas e tudo o que envolve o universo LGBTTQIPA na Cultura Pop. A intenção é trazer para vocês dicas e curiosidades sobre  os mais diversos assuntos de maneira leve e descontraída.

Hoje, falaremos da vida e da obra da grande Rogéria, ícone do entretenimento brasileiro, que faleceu recentemente e deixou um legado de conquistas e também controvérsias para as novas gerações de LGBTs.

Créditos:

Trecho do Mariana Godoy Entrevista – 21/04/2017 – Completo – Recebe Rogéria Cardoso e Roberto Leal.

Trailer Divinas Divas – Leandra Leal

Créditos musicais:

Rogéria – Je Suis Toutes Les Femmes

LINKS

Rogéria em Mariana Godoy

Rogéria de Frente com Baby

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Quem tem medo de Judith Butler?

Este é um texto maravilhoso que foi publicado no facebook pela doutoranda  em Antropologia Social da USP, Jaqueline Moraes Teixeira.

Abaixo segue a postagem na íntegra, autorizada por ela. Mas antes, você precisa assistir dois vídeos de uma série de nove aulas de um curso de extensão ministrado pela Jaqueline na USP. O tema da aula é sobre Judith Butler e Focault. Então não perca tempo e venha aprender um pouco sobre o assunto. Nós, do HQ, já estamos colados e aprendendo, venha também!

 

Quem tem medo de Judith Butler?*

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Nos últimos dois dias tenho acompanhado com imensa preocupação as mobilizações que surgiram com o objetivo tentar impedir a realização do Seminário: “Os fins da democracia”, que acontecerá no Sesc Pompéia em São Paulo, entre os dia 07 e 09 de novembro, com a presença de Judith Butler que é filosofa e professora da Universidade de Berkeley (EUA)

Meu objetivo com esse post, portanto, é tentar responder a algumas das afirmações que acompanhei em vídeos, em textos divulgados em importantes sites de notícias voltados para o público católico e evangélico, bem como em afirmações apresentadas no texto da petição que pede o cancelamento do Evento do Sesc.

Faço isso pra tentar abrir um diálogo, considerando tanto minha trajetória e pertencimento cristão, quanto minha formação e atuação como atropóloga, tentando encarar o desafio de pensar questões sobre religião cristã e relações de gênero.

Após essa introdução, passo a discorrer sobre alguns pontos onde encaro algumas interpelações destes movimentos, oferecendo algumas respostas

1. Judith Butler criadora da ideologia de gênero

Essa afirmação aparece veiculada em inúmeros noticiários, blogs e vídeos. Acho super importante dizer que Butler não é a criadora do que vem sendo pejorativamente denominado de “ideologia de gênero”.
Os Estudos de Gênero começaram muito antes de Judith Butler nascer (ela nasceu em 1956), antes também de se usar a palavra gênero para se pensar uma identidade sexual (algo que ocorreu apenas por volta da década de 70).

2. Judith Butler formulou o “conceito de ideologia de gênero”?

“ideologia de gênero” não é um conceito!

Dentre as áreas que reúnem pesquisas e teorias que falam sobre as relações sociais e diversidade ninguém utiliza “ideologia de gênero” como um conceito científico. Essa é de fato uma expressão usada apenas num âmbito mais político, por grupos contrários as produções teórico-científicas da área. Logo, dizer que Judith Butler produziu o conceito de “ideologia de gênero” é um grande equívoco.

3. “No livro “Problemas de gênero” Judith Butler criou o conceito de ideologia de gênero”.

Após esclarecer que esse conceito não existe, é importante dizer também que estudos e teorias voltados para se pensar a desigualdade entre mulheres e homens nos espaços público e privado datam do final do século XIX e inicio do século XX, foram escritos por autoras cujos textos tornaram-se fundamentais para a garantia do direito ao voto feminino, por exemplo.
Há alguns textos bem importantes e didáticos que podem ajudar a conhecer um pouco melhor como os Estudos de Gênero começaram, alguns deles, faço a indicação por aqui:

Gênero: a história de um conceito
de Adriana Piscitelli
http://docs11.minhateca.com.br/303665532,BR,0,0,PISCITELLI,…

Gênero: uma categoria útil para se pensar análise histórica
de Joan Scott
http://moodle.stoa.usp.br/mod/resource/view.php?id=39565

4. “Em “Problemas de Gênero”, Judith,vadia! (acreditem, esse é o tom do vídeo) diz que homem não deve ser homem e que mulher não deve ser mulher”

O texto não diz nada disso!
Em “Problemas de gênero” (1990), Butler apresenta uma análise filosófica sobre o modo como a palavra gênero (que como já disse, passou a ser usada internacionalmente pela área dos Estudos de Gênero por volta dos anos 70) como sinônimo de identidade.
A partir da análise de textos de filosofas como Simone de Beauvoir, e de teóricos da psicanálise, como Freud e Lacan, Butler tenta demonstrar o modo como a palavra gênero, inicialmente usada para se diferenciar da palavra sexo (que seria de denominação biológica), acabou se distanciando de seu objetivo inicial (que era representar a dimensão cultural da diversidade sexual).
Lanço mão desse resumo grosseiro pra tentar contextualizar um pouco o conceito de “performatividade de gênero” (esse sim, é um conceito da Butler).
Ela introduz esse conceito pra dizer nenhum fator biológico dá conta da produção das identidades de gênero, que são apreendidas no cotidiano por mecanismos de engendramento, ou pra dizer de modo mais simples, de repetição.
Esse ponto me parece fundamental de se compreender, uma vez que grande parte da discussão levantada pelos movimentos que se autodenominam contrários ao desenvolvimento de projetos educacionais voltados para o que chamam pejorativamente de “ideologia de gênero” parte desse suposto.
No texto da Emenda que tramitou durante o ano de 2015 na Câmara dos vereadores da cidade de Campinas, SP, a exigência pela retirada de referências a gênero do Plano Municipal de Educação se fundamentava nos possíveis traumas psicológicos que crianças poderiam desenvolver ao aprenderem nas escolas algo diferente do que haviam aprendido em seus contextos familiares. Assim, a discussão levantada pelo documento não dizia respeito a dimensão biológica mas sim, a legitimidade de quem deve ensinar o gênero,se deve ser a família ou a escola.

5. “Dizer que vai falar sobre Democracia é uma estratégia para difundir a ideologia de gênero sem que você perceba”

Apesar de ser internacionalmente reconhecida por sua contribuição aos Estudos de Gênero, pensar a democracia na contemporaneidade com foco em contextos onde há crise generalizada e guerra civil é algo que Butler vem fazendo há pelo mais de dez anos. Disso, emergem textos importantes sobre o conflito na Palestina, no Egito, sobre o modo como a condição de refugiados tensiona as categorias do direito, e sobre manifestações e ocupações de ruas e outros espaços por todo mundo. Sua produção acaba sendo importante permitindo com que Butler divida o cenário internacional das discussões sobre política, ética e esfera pública com autores como Habermas, Charles Taylor e mesmo, como Hannah Arendt.

Na página Institucional da Universidade de Berkeley é possível encontrar a lista de suas principais produções bibliograficas:
https://vcresearch.berkeley.edu/faculty/judith-butler

Assim, o título do seminário “Os fins da democracia” está em pleno acordo com sua proposta e palestrantes convidados.

Por fim:

Acredito que temos que mudar a estratégia pública de visibilidade das agendas civis, proibir, censurar fere nossos direitos democráticos mais substanciais.
Espaços de debate e divulgação acadêmica devem continuar existindo, a luta não deve ser por torná-los extintos, mas sim, por torná-los acessíveis

Não tenha medo de Judith Butler…

* A inspiração pro título veio do Seminário : Quem tem medo dos antropólogo(a)s? Dilemas e desafios para a produção e práticas científicas em novos cenários políticos, que rolou na Anpocs, na semana passada