Pudim Diet (Sem Açúcar) Cremoso

Pudim Diet (Sem Açúcar) Cremoso
Tempo de Preparo

1 hora e 10 minutos

Rendimento

8 porções

Dificuldade

Fácil

Calorias

150 kcal

O pudim de leite é uma das sobremesas mais amadas do Brasil, mas a versão tradicional é rica em açúcar e calorias. Para quem não quer abrir mão desse clássico, mas precisa de uma opção mais saudável, o pudim diet surge como a solução perfeita. Esta receita substitui o leite condensado e o açúcar por adoçantes culinários e leite em pó, resultando em uma textura incrivelmente cremosa e um sabor que não deve nada ao original. É a escolha ideal para diabéticos, para quem segue dietas de baixo carboidrato (low carb) ou simplesmente para quem busca uma sobremesa leve e equilibrada, mantendo todo o prazer de um pudim de verdade.

Ingredientes

  • 2 xícaras de leite integral ou desnatado
  • 1 xícara de leite em pó desnatado
  • 4 ovos grandes
  • 1/2 xícara de adoçante culinário (xilitol ou eritritol)
  • 1 colher de chá de essência de baunilha
  • Para a calda:
  • 1/2 xícara de adoçante culinário (xilitol ou eritritol)
  • 1/4 xícara de água

Modo de Preparo

  1. Prepare a calda: Em uma forma de pudim (com furo central), adicione o adoçante culinário para a calda e a água.
  2. Leve ao fogo baixo, mexendo ocasionalmente, até o adoçante derreter e formar um caramelo dourado. Cuidado para não queimar. Espalhe a calda uniformemente pelas laterais da forma e reserve.
  3. Prepare a massa do pudim: No liquidificador, adicione os ovos, o leite integral, o leite em pó, o adoçante culinário para a massa e a essência de baunilha.
  4. Bata por cerca de 3 a 4 minutos, até obter uma mistura homogênea. Para um pudim mais liso, coe a mistura antes de despejar na forma, eliminando as bolhas de ar e a película dos ovos.
  5. Montagem e cozimento: Despeje a mistura do liquidificador na forma caramelizada.
  6. Cubra a forma com papel alumínio e leve para assar em banho-maria. O banho-maria pode ser feito no forno (a 180°C por cerca de 50 a 60 minutos) ou no fogão (em fogo baixo por 40 a 50 minutos).
  7. Para verificar o ponto, espete um palito no centro do pudim: ele deve sair limpo ou com uma leve umidade. A textura deve estar firme, mas ainda tremendo levemente no centro.
  8. Resfriamento e desenformar: Retire do forno ou fogão e deixe esfriar completamente em temperatura ambiente. Em seguida, leve à geladeira por no mínimo 4 horas (o ideal é 6 a 8 horas) para firmar bem.
  9. Para desenformar, aqueça a parte de baixo da forma rapidamente na boca do fogão ou mergulhe em água quente por alguns segundos para soltar o caramelo. Desenforme em um prato e sirva gelado.

Dicas do Chef

  • Banho-maria perfeito: Para evitar que a água do banho-maria ferva e entre na forma, coloque um pano de prato no fundo da assadeira antes de adicionar a água e a forma do pudim.
  • Adoçante ideal: O xilitol e o eritritol são os adoçantes mais indicados para receitas que vão ao fogo, pois resistem a altas temperaturas e não deixam gosto residual amargo. Evite adoçantes líquidos para calda, pois podem não caramelizar corretamente.
  • Pudim sem furinhos: Para garantir a textura lisa e sem furinhos, coe a mistura do pudim antes de assar e asse em banho-maria com água morna, evitando a fervura excessiva.
  • Consistência: Se preferir um pudim mais firme, adicione 1 colher de sopa de amido de milho à mistura do liquidificador. Se quiser mais cremoso, use leite integral e adicione 1/2 xícara de creme de leite light.

A História do Pudim: Da Sobrevivência Medieval à Sobremesa Diet

O pudim é muito mais do que a sobremesa favorita dos brasileiros. Sua história é uma jornada fascinante que começa na Idade Média e se transforma radicalmente ao longo dos séculos, adaptando-se a diferentes culturas e necessidades alimentares. A versão diet, que hoje faz sucesso, é o capítulo mais recente dessa evolução.

Origens Salgadas e a Evolução do Nome

Para surpresa de muitos, o pudim original não tinha nada de doce. A palavra “pudding” (do inglês) ou “boudin” (do francês) deriva do latim “botellus”, que significa “salsicha” ou “tripa”. Na Europa medieval, os pudins eram pratos salgados e densos, feitos com carnes, gordura, cereais e sangue, cozidos dentro de sacos de pano ou tripas de animais. Eram pratos de sobrevivência, nutritivos e fáceis de conservar, muito apreciados por marinheiros em longas viagens.

A virada para o doce aconteceu principalmente em Portugal, a partir do século XVI. A doçaria conventual, que utilizava as gemas de ovos excedentes do processo de clarificação do vinho (as claras eram usadas para engomar as vestes religiosas), deu origem a uma série de sobremesas ricas em gemas e açúcar. O famoso Pudim Abade de Priscos, por exemplo, é um ícone português feito com uma grande quantidade de gemas e até toucinho de porco.

O Pudim de Leite Condensado e a Paixão Brasileira

A receita de pudim chegou ao Brasil com os colonizadores portugueses e se adaptou aos ingredientes locais. A grande revolução, no entanto, veio com a popularização do leite condensado enlatado no século XX. Este ingrediente, que já era uma forma de conservar o leite, simplificou o preparo e adicionou uma cremosidade e doçura inconfundíveis, transformando o pudim de leite condensado na versão que conhecemos e amamos hoje. O pudim se tornou sinônimo de almoço de domingo e celebrações familiares.

A Versão Diet: Uma Resposta à Consciência Nutricional

Com o aumento da conscientização sobre saúde, o crescimento de doenças como o diabetes e a popularidade de dietas com restrição de carboidratos, a versão tradicional do pudim começou a ser repensada. O pudim diet (ou pudim sem açúcar) surge como uma alternativa para manter o prazer da sobremesa sem os picos de glicemia do açúcar refinado.

O segredo do pudim diet está na escolha dos adoçantes culinários. Enquanto o açúcar tradicional carameliza e dá estrutura, os adoçantes modernos como o xilitol e o eritritol permitem recriar a calda e a doçura da massa com poucas calorias. O desafio da textura é superado com a adição de leite em pó, que confere cremosidade sem a necessidade do leite condensado. Essa adaptação permite que pessoas com restrições alimentares desfrutem de um clássico da culinária brasileira sem culpa.

Dicas do Chef para um Pudim Diet Perfeito

Para quem se aventura na culinária diet, é importante entender as particularidades dos ingredientes:

  • Adoçantes Culinários: Nem todos os adoçantes se comportam da mesma forma no calor. O xilitol e o eritritol são os mais recomendados para a calda, pois caramelizam de maneira semelhante ao açúcar. Adoçantes líquidos à base de sucralose ou stevia podem ser usados na massa, mas a dosagem deve ser ajustada, pois seu poder adoçante é muito maior.
  • Textura e Sabor: Para um pudim cremoso e liso, a dica é coar a mistura do liquidificador antes de levar ao forno. Isso remove as bolhas de ar e a película dos ovos, garantindo a textura aveludada característica.
  • Variações Saudáveis: Experimente substituir parte do leite por leite de coco light para um toque tropical, ou adicione cacau em pó sem açúcar para uma versão de pudim de chocolate diet.

O pudim diet é a prova de que a culinária está em constante evolução. Ele honra a tradição do prato original, mas se adapta às necessidades contemporâneas, permitindo que o prazer de uma boa sobremesa seja acessível a todos.

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