1 hora
10 porções
Fácil
350 kcal
Ingredientes
- 3 espigas grandes de milho verde (ou 2 latas de milho escorrido)
- 3 ovos grandes
- 1 xícara (chá) de açúcar (ajuste a gosto)
- 1/2 xícara (chá) de leite de coco
- 1/2 xícara (chá) de leite integral
- 1/2 xícara (chá) de óleo vegetal (ou manteiga derretida)
- 1/2 xícara (chá) de farinha de trigo (opcional, para dar mais estrutura)
- 1 colher (sopa) de fermento químico em pó
- 1 pitada de sal
- Coco ralado a gosto (opcional)
Modo de Preparo
- Preaqueça o forno a 180°C. Unte e enfarinhe uma forma de furo central (cerca de 22cm de diâmetro).
- Debulhe as espigas de milho, retirando os grãos com uma faca. Se usar milho enlatado, escorra bem.
- No liquidificador, coloque os grãos de milho, os ovos, o açúcar, o leite de coco, o leite integral, o óleo e a pitada de sal. Bata bem até obter uma mistura homogênea e cremosa. Se preferir um bolo com mais textura, bata por menos tempo, deixando alguns pedacinhos de milho.
- Transfira a mistura do liquidificador para uma tigela. Adicione a farinha de trigo (se for usar) e o coco ralado (se for usar), misturando delicadamente com um fouet ou espátula.
- Por último, adicione o fermento em pó e misture suavemente, apenas até incorporar.
- Despeje a massa na forma untada e leve para assar por cerca de 40 a 50 minutos, ou até que o bolo esteja dourado e, ao espetar um palito, ele saia limpo. O tempo pode variar dependendo do forno e da umidade do milho.
- Deixe o bolo esfriar um pouco antes de desenformar. Sirva morno ou em temperatura ambiente, idealmente acompanhado de um café fresquinho.
Dicas do Chef
- Para um bolo ainda mais cremoso, substitua a farinha de trigo por 1/2 xícara de fubá mimoso ou simplesmente omita a farinha, dependendo da consistência da sua massa.
- Se quiser um toque salgado, adicione 50g de queijo parmesão ralado à massa antes de assar. Fica delicioso!
- Sirva o bolo morno para realçar a cremosidade. Polvilhe com coco ralado ou canela em pó por cima para finalizar.
A História do Milho Verde na Culinária Brasileira
O Bolo de Milho Verde não é apenas uma receita; é um pedaço da história do Brasil, um elo entre a tradição indígena, a colonização europeia e a celebração das colheitas. Para entender a profundidade desse prato, é preciso voltar no tempo e conhecer a jornada do milho, o grão que se tornou o “sustento da vida” para muitos povos.
Do Cauim Indígena à Festa Junina
O milho é nativo das Américas, com registros de cultivo que datam de milhares de anos no que hoje é o México. No Brasil, antes da chegada dos portugueses, os povos indígenas já cultivavam e reverenciavam o milho, que era a base de sua alimentação. Para os Tupi-Guarani, o milho era um símbolo de fartura e vida. Eles o utilizavam para preparar desde bebidas fermentadas, como o cauim, até mingaus e papas. A palavra “milho” tem origem indígena caribenha, significando “sustento da vida”, o que reflete a importância do cereal para essas civilizações.
Com a chegada dos colonizadores, o milho, que já estava enraizado na cultura local, começou a se misturar com os ingredientes trazidos da Europa. Açúcar, leite, manteiga e ovos foram incorporados às técnicas de preparo indígenas, dando origem a pratos que conhecemos hoje, como o bolo de milho e a pamonha.
A Centralidade do Milho na Festa Junina
A ligação mais forte do Bolo de Milho Verde com a cultura brasileira está nas Festas Juninas. A tradição junina tem origem europeia, onde celebrava-se a colheita do trigo. No Brasil, essa tradição foi adaptada: a colheita do trigo foi substituída pela colheita do milho, que ocorre justamente no mês de junho em grande parte do país. O milho, farto nessa época, tornou-se o ingrediente principal de todas as celebrações.
O termo “milho verde” é crucial para diferenciar esta receita de outras variações. Milho verde refere-se ao milho fresco, colhido ainda jovem, em contraposição ao milho seco (que é transformado em fubá ou farinha). É o uso do grão fresco que confere ao bolo de milho verde sua textura única, macia e úmida, com um sabor que lembra a pamonha recém-assada.
Variações Regionais e Dicas de Expert
A receita de Bolo de Milho Verde possui variações regionais que refletem a diversidade da culinária brasileira. No Nordeste, por exemplo, é comum adicionar coco ralado e leite de coco para realçar a cremosidade e o sabor. Em Minas Gerais e na culinária caipira de São Paulo, o bolo de milho verde muitas vezes é feito com queijo, resultando em um bolo de milho com queijo cremoso, que equilibra o doce do milho com o salgado do queijo.
Para quem busca a textura perfeita, a dica de chef é não bater demais a massa no liquidificador após adicionar a farinha e o fermento. O ideal é misturar suavemente com uma espátula para garantir que o bolo cresça de forma uniforme e mantenha a leveza. Servir o bolo ainda morno, com um café coado na hora, é a maneira ideal de desfrutar de todo o aconchego que essa receita tradicional oferece, transportando a memória afetiva para a mesa.









