2 horas
4 porções
Médio
550 kcal
Ingredientes
- 1 peça de cupim (aproximadamente 1 kg a 1,2 kg)
- 2 colheres de sopa de azeite de oliva
- Sal grosso a gosto
- Pimenta-do-reino moída na hora a gosto
- 200 ml de água (opcional, para a primeira fase de cozimento)
- Molho barbecue a gosto (opcional, para servir)
- 1 colher de sopa de chimichurri (opcional, para temperar)
Modo de Preparo
- Com uma faca afiada, faça pequenos furos ou cortes na superfície da peça de cupim para que o tempero penetre melhor. Tempere generosamente o cupim com azeite, sal grosso e pimenta-do-reino. Se desejar, adicione chimichurri para um sabor extra.
- Pré-aqueça a fritadeira elétrica a 150°C por 5 minutos.
- Se sua air fryer permitir e você preferir um cozimento inicial mais úmido, adicione os 200 ml de água no fundo do cesto da fritadeira. Coloque a peça de cupim temperada no cesto.
- Cozinhe o cupim a 150°C por 25 a 30 minutos. Este passo inicial ajuda a amaciar a carne lentamente.
- Após o tempo inicial, retire a água (se tiver adicionado) e vire a peça de cupim. Aumente a temperatura da fritadeira elétrica para 180°C ou 200°C.
- Prossiga o cozimento por mais 45 a 60 minutos, virando a carne na metade do tempo para dourar por igual e garantir que cozinhe por completo. O tempo total pode variar dependendo do tamanho da peça e da potência do aparelho.
- Para verificar o ponto, espete a carne; ela deve estar macia e suculenta. Se preferir, fatie o cupim contra as fibras antes de servir.
- Sirva o cupim fatiado, acompanhado de molho barbecue ou outros molhos de sua preferência.
Dicas do Chef
- Para um cupim ainda mais macio, você pode cozinhá-lo previamente na panela de pressão por cerca de 1 hora a 1 hora e meia após pegar pressão, com temperos como cebola, alho e caldo de carne, antes de levá-lo à air fryer para dourar.
- Evite peças de cupim muito grandes (acima de 1,2 kg), pois podem não cozinhar uniformemente na air fryer ou não caber no cesto.
- Fatiar o cupim contra as fibras é essencial para garantir a maciez ao servir, pois quebra as fibras musculares.
- Experimente marinar o cupim por algumas horas antes de temperar com sal grosso e levar à air fryer para intensificar o sabor.
O cupim, um corte bovino com nome peculiar que remete à protuberância dos cupinzeiros, é uma verdadeira joia da culinária brasileira, carregando em si uma rica história e um profundo significado cultural. Sua presença nas mesas e churrasqueiras do país é um testemunho da adaptação e criatividade gastronômica que caracteriza o Brasil.
A Origem e a Identidade Brasileira do Cupim
Diferente de cortes como picanha ou filé mignon, que são universalmente conhecidos e consumidos, o cupim é praticamente uma exclusividade brasileira. Sua existência está intrinsecamente ligada à criação de bovinos de raças zebuínas, como o Nelore, que são originárias da Índia e foram introduzidas no Brasil a partir da segunda metade do século XIX. Essas raças se adaptaram excepcionalmente bem ao clima tropical do país, desenvolvendo uma característica corcova atrás do pescoço, que é justamente o cupim.
Essa protuberância é composta por fibras musculares entremeadas de uma generosa quantidade de gordura. É essa gordura, que se derrete lentamente durante o cozimento, que confere ao cupim sua maciez, suculência e sabor marcante e característico. Por séculos, o gado zebuíno foi predominante nos rebanhos brasileiros, moldando não apenas a pecuária, mas também os hábitos alimentares e a preferência por certos cortes de carne.
O Folclore e a Valorização de um Corte Único
Por muito tempo, o cupim foi alvo de um certo folclore. Antigamente, havia a crença popular de que o cupim seria uma região do boi que acumulava toxinas. No entanto, especialistas e veterinários desmentem essa ideia, afirmando que não há comprovação científica para tal. O que o cupim realmente possui em abundância é gordura, e por isso, a recomendação é de consumo com moderação, como qualquer corte mais gordo.
A forma tradicional de preparo do cupim sempre exigiu paciência. Seja assado lentamente na churrasqueira, muitas vezes envolto em papel celofane para preservar seus sucos, ou cozido na panela de pressão até desmanchar, o tempo de cozimento prolongado é fundamental para que a gordura entremeada se dissolva e a carne atinja sua textura idealmente macia. É essa paciência no preparo que transforma um corte aparentemente simples em uma iguaria de sabor complexo e textura inigualável.
Cupim na Cultura Gastronômica Brasileira
O cupim é um símbolo do churrasco brasileiro. Em churrascarias por todo o país, ele é frequentemente servido em espetos, cortado finamente pelos passadores, revelando uma textura que pode ser crocante por fora e macia por dentro, resultado da caramelização das gorduras e da reação de Maillard. Sua popularidade é tão grande que, em algumas regiões, como o Pantanal e o interior de São Paulo, o cupim é considerado um corte típico e até mesmo um atrativo gastronômico, muitas vezes acompanhado de mandioca, salada, farofa e vinagrete.
A versatilidade do cupim também se manifesta em preparos caseiros, como ensopados e carnes de panela, onde seu cozimento lento resulta em um prato reconfortante e cheio de sabor. A inovação, como o preparo na fritadeira elétrica, demonstra a capacidade da culinária de se adaptar aos novos tempos, oferecendo praticidade sem perder a essência do sabor.
Em resumo, o cupim é mais do que um simples corte de carne; é um pedaço da história e da cultura brasileira. Sua origem nas raças zebuínas, seu nome peculiar, o folclore que o cerca e, acima de tudo, seu sabor e textura únicos, fazem dele um dos cortes mais amados e celebrados no Brasil. Apreciar um bom cupim é saborear um pedaço autêntico da identidade gastronômica nacional.









