1 hora e 30 minutos
30 porções
Fácil
120 kcal
Ingredientes
- 250g de manteiga sem sal em temperatura ambiente
- 1 xícara (chá) de açúcar refinado
- 1 ovo grande
- 1 colher (chá) de essência de baunilha
- 3 xícaras (chá) de farinha de trigo (aproximadamente)
- 1 colher (chá) de fermento em pó
- 1 colher (chá) de canela em pó
- 1/2 colher (chá) de gengibre em pó
- 1 pitada de sal
- Para o Glacê Real:
- 1 clara de ovo
- 2 xícaras (chá) de açúcar de confeiteiro
- 1 colher (chá) de suco de limão
- Corantes alimentícios em gel (opcional)
Modo de Preparo
- Em uma batedeira, bata a manteiga e o açúcar até obter um creme claro e fofo.
- Adicione o ovo e a essência de baunilha, batendo até incorporar bem.
- Em outro recipiente, misture a farinha de trigo, o fermento em pó, a canela, o gengibre e o sal. Adicione os ingredientes secos à mistura da batedeira em velocidade baixa, misturando apenas até a massa se formar. Não bata em excesso.
- Divida a massa em duas partes, envolva em filme plástico e leve à geladeira por, no mínimo, 1 hora. O resfriamento é crucial para que os biscoitos mantenham o formato ao assar.
- Preaqueça o forno a 180°C. Abra a massa resfriada em uma superfície levemente enfarinhada, com cerca de 0,5 cm de espessura. Use cortadores de biscoito com formatos natalinos (estrela, árvore, boneco de neve, etc.).
- Transfira os biscoitos para uma assadeira forrada com papel manteiga, deixando um pequeno espaço entre eles.
- Asse por 10 a 12 minutos, ou até que as bordas estejam levemente douradas. Retire do forno e deixe esfriar completamente sobre uma grade.
- Para o glacê real: Bata a clara de ovo com o suco de limão até espumar. Adicione o açúcar de confeiteiro peneirado aos poucos, batendo até atingir o ponto de glacê (consistência firme para contorno e mais fluida para preenchimento).
- Divida o glacê em porções e adicione os corantes alimentícios. Decore os biscoitos frios com o glacê usando sacos de confeitar ou bicos finos, e finalize com confeitos coloridos.
Dicas do Chef
- Para um sabor mais intenso de especiarias, adicione uma pitada de noz-moscada ou cravo em pó à massa.
- Se a massa estiver muito mole para abrir, adicione um pouco mais de farinha (1 colher de sopa de cada vez) ou refrigere por mais tempo.
- Para um biscoito mais macio, não asse demais. O ponto ideal é quando as bordas estão apenas começando a dourar.
- Guarde os biscoitos decorados em potes herméticos em local fresco e seco para manter a crocância por vários dias.
A História Fascinante por Trás do Biscoito de Natal
O simples ato de assar e decorar biscoitos de Natal é uma das tradições mais queridas e antigas do mundo. Longe de ser apenas uma moda moderna, a história desses doces remonta a séculos de celebrações, rituais e trocas culturais. A origem dos biscoitos natalinos está profundamente enraizada nas festividades de inverno da Europa medieval.
A Idade Média e as Especiarias Preciosas
Durante a Idade Média, o Natal era uma época de grande celebração religiosa e social. A tradição de assar biscoitos para a ocasião ganhou força com a chegada de especiarias exóticas do Oriente. Ingredientes como canela, gengibre, noz-moscada e cravo eram caros e difíceis de obter, o que os tornava um luxo reservado para ocasiões especiais, como o Natal. A incorporação dessas especiarias não era apenas uma questão de sabor; elas também tinham propriedades de conservação, permitindo que os biscoitos durassem por semanas ou até meses, o que era essencial em uma época sem refrigeração.
A Alemanha do século XVI é frequentemente citada como o berço de algumas das formas mais famosas de biscoitos natalinos, como o “Lebkuchen” (pão de mel alemão). O Lebkuchen não era apenas um doce; era uma iguaria complexa, muitas vezes assada em conventos por monges, que usavam mel e especiarias para criar pães doces que se tornaram um símbolo da celebração de Natal.
A Evolução da Tradição e a Chegada dos Cortadores
A tradição do biscoito de Natal evoluiu de pães de especiarias complexos para os biscoitos mais simples e decorados que conhecemos hoje. A grande popularização dos biscoitos em formatos específicos ocorreu no século XIX, com a invenção e popularização dos cortadores de biscoito. Isso permitiu que as famílias criassem formas simbólicas como estrelas, sinos, árvores de Natal e bonecos de gengibre, transformando a preparação dos biscoitos em uma atividade familiar divertida e criativa.
A lenda do “Boneco de Gengibre” (Gingerbread Man) é uma curiosidade que se popularizou no século XIX, possivelmente na Inglaterra ou nos Estados Unidos. A história de um biscoito que ganha vida e foge do forno, gritando “Corra, corra, o mais rápido que puder!”, tornou-se um conto folclórico clássico, reforçando o caráter lúdico e mágico da tradição.
Biscoitos de Natal no Brasil: Uma Herança Cultural
No Brasil, a tradição dos biscoitos de Natal é mais forte em regiões com forte influência de imigração europeia, especialmente no Sul do país. Os imigrantes alemães que se estabeleceram em estados como Santa Catarina trouxeram consigo a tradição de assar “bolachas de Natal” (como são chamadas na região) e usá-las para decorar a árvore de Natal ou presentear. A tradição se mantém viva em muitas famílias catarinenses, onde a receita é passada de geração em geração.
Os biscoitos de Natal no Brasil se adaptaram aos ingredientes locais e ao clima. Embora o pão de mel e o biscoito de gengibre sejam populares, a versão mais comum é a de biscoito amanteigado simples, decorado com glacê real e confeitos coloridos. A tradição de decorar a árvore com biscoitos, onde as crianças esperavam ansiosamente para pegá-los, era comum no passado e ainda é mantida por algumas famílias.
Dicas do Chef para Biscoitos Perfeitos
- A Massa Perfeita: O segredo para biscoitos que não perdem o formato é a temperatura. Certifique-se de que a manteiga esteja em temperatura ambiente para a mistura inicial, mas refrigere a massa por pelo menos uma hora antes de abrir. Se o tempo estiver quente, refrigere a massa novamente entre os cortes.
- Substituições Criativas: Para variar o sabor, experimente substituir parte do açúcar por melado de cana (melhor para biscoitos de gengibre) ou adicionar raspas de limão ou laranja à massa. Para uma versão mais saudável, a nutricionista Gisele Minella sugere substituir o açúcar por melado.
- O Glacê Ideal: O glacê real é o mais indicado para decorações detalhadas, pois seca completamente e endurece. Para facilitar o manuseio, use sacos de confeitar com bicos finos para contornar o desenho e, em seguida, preencha o interior com um glacê um pouco mais fluido.
- Presenteie com Carinho: Os biscoitos de Natal são presentes perfeitos. Guarde-os em potes herméticos ou latas decoradas, separados por camadas de papel manteiga, para manter a crocância e a beleza das decorações por mais tempo.









