1 hora e 30 minutos
12 porções
Fácil
350 kcal
Ingredientes
- 1 kg de aipim (mandioca) ralado
- 4 ovos grandes
- 2 xícaras de açúcar (cerca de 400g)
- 100g de manteiga derretida
- 200ml de leite de coco (1 garrafinha)
- 1 xícara de leite integral
- 100g de coco ralado (de preferência fresco)
- 100g de queijo parmesão ralado (ou queijo coalho/meia cura)
- 1 colher de sopa de fermento em pó
- 1 pitada de sal
Modo de Preparo
- Prepare os ingredientes: Descasque o aipim e rale-o no ralo grosso. Se for usar aipim congelado, descongele e esprema para retirar o excesso de líquido. Separe as claras das gemas dos ovos.
- Massa base: Em uma tigela grande, misture o aipim ralado, o açúcar, as gemas, a manteiga derretida, o leite de coco e o leite integral. Mexa bem até incorporar todos os ingredientes.
- Adicione os sólidos: Acrescente o coco ralado, o queijo ralado e a pitada de sal à mistura. Misture novamente.
- Claras em neve: Bata as claras em neve até ficarem firmes. Incorpore-as delicadamente à massa com uma espátula, fazendo movimentos suaves de baixo para cima.
- Fermento: Por último, adicione o fermento em pó e misture levemente, apenas o suficiente para incorporá-lo à massa.
- Asse: Despeje a massa em uma forma untada e enfarinhada (ou forrada com papel manteiga). Leve ao forno pré-aquecido a 180°C por cerca de 60 a 90 minutos, ou até que a superfície esteja dourada e, ao espetar um palito, ele saia limpo. O tempo pode variar de acordo com a potência do forno e a espessura da massa.
- Sirva: Deixe o bolo esfriar um pouco antes de cortar. Sirva em fatias, idealmente acompanhado de um café fresquinho.
Dicas do Chef
- Para um bolo mais cremoso, use aipim fresco e rale-o na parte mais fina do ralador. Se preferir uma textura mais rústica, use o ralo grosso.
- A escolha do queijo é crucial: o queijo parmesão ralado dá um sabor mais acentuado, enquanto o queijo coalho ou meia cura proporciona uma textura mais macia e derretida. O queijo minas padrão também funciona bem.
- Para um bolo ainda mais úmido, adicione 1/2 xícara de leite condensado à massa antes de assar.
- Não se preocupe se a massa parecer líquida demais; o amido do aipim se solidifica durante o cozimento, criando a textura cremosa característica deste bolo.
A História do Bolo de Aipim: Da Lenda Indígena à Mesa Brasileira
O bolo de aipim com coco e queijo não é apenas uma sobremesa; é um pedaço da história do Brasil em forma de iguaria. Sua origem está profundamente ligada à mandioca, a raiz que é a base da alimentação brasileira desde os tempos pré-colombianos. A mandioca, também conhecida como aipim (no Sudeste) ou macaxeira (no Nordeste), é um dos pilares da culinária nacional, com raízes que remontam aos povos indígenas que habitavam o território antes da chegada dos colonizadores portugueses.
A Lenda de Mani e a Origem da Mandioca
A importância da mandioca para os povos originários é tão grande que ela está presente em seu folclore. A lenda mais famosa conta a história de Mani, uma linda menina indígena de pele branca que vivia na Amazônia. Mani era querida por todos na tribo, mas adoeceu repentinamente e morreu. Seus pais, tomados pela tristeza, a enterraram no centro da oca, e regaram a terra com lágrimas e água. Para a surpresa de todos, no local onde Mani foi sepultada, nasceu uma planta desconhecida. Ao desenterrar a raiz, encontraram um tubérculo com casca escura, mas com polpa branca como a pele da menina. Em homenagem a ela, a planta foi batizada de “Mani-oca” (casa de Mani), dando origem ao nome que conhecemos hoje. Essa lenda ilustra a relação sagrada e vital que os indígenas tinham com a mandioca, que se tornou a base de sua dieta e cultura.
O Bolo de Aipim na Culinária Colonial e Afro-brasileira
Com a chegada dos portugueses, a mandioca se tornou um alimento essencial para a sobrevivência na nova terra, pois era mais adaptável e nutritiva que o trigo europeu. Ela se popularizou rapidamente, sendo um ingrediente fundamental na dieta dos escravizados africanos. O aipim (mandioca mansa) era cultivado com facilidade e se tornou um alimento vital, sendo a base de diversos pratos salgados e doces, como o bolo de aipim, que se desenvolveu com a adição de ingredientes trazidos pelos colonizadores, como o coco (trazido da Ásia) e o queijo (herança da pecuária portuguesa).
Mané Pelado: Um Nome Inusitado para uma Receita Clássica
O bolo de aipim com coco e queijo ganhou um nome peculiar em algumas regiões do Brasil, especialmente em Goiás e Minas Gerais: “Mané Pelado”. Existem diversas histórias sobre a origem desse nome curioso. Uma das versões mais populares conta que um vendedor ambulante chamado Manuel (Mané) vendia esse bolo pelas ruas da cidade. Como o bolo era feito apenas com aipim ralado e não levava farinha de trigo, sua massa era “pelada” (sem farinha), e o vendedor acabou sendo associado ao bolo. Outra lenda diz que o nome surgiu porque o aipim, ao ser ralado, ficava “pelado” (sem casca) antes de ser transformado na massa do bolo. Independentemente da origem do nome, o Mané Pelado se consolidou como um símbolo da culinária caipira, representando a união de ingredientes simples e a riqueza de sabores do interior do Brasil.
Dicas de Expert para um Bolo Perfeito
Para obter a textura ideal do bolo de aipim, que deve ser úmida e cremosa, mas ao mesmo tempo firme, o segredo está no aipim fresco e na forma de ralar. Se possível, use aipim fresco e rale-o na hora. O queijo é outro ingrediente essencial. Embora o queijo parmesão ralado seja o mais comum, o queijo minas meia cura ou o queijo coalho dão um toque salgado e cremoso ainda mais autêntico. Para quem busca um bolo mais leve, a adição de claras em neve é fundamental, pois o aipim não tem glúten e a massa tende a ser densa. Por fim, para realçar o sabor, sirva o bolo morno, acompanhado de um café coado na hora.









