1 hora e 5 minutos
15 porções
Fácil
280 kcal
Ingredientes
- 2 xícaras de fubá mimoso
- 1 xícara de farinha de trigo
- 1 xícara de açúcar
- 1 colher (sopa) de fermento em pó
- 1 pitada de sal
- 2 ovos grandes
- 1/2 xícara de leite integral
- 1/2 xícara de manteiga derretida
- 1 colher (chá) de erva-doce (opcional)
Modo de Preparo
- Pré-aqueça o forno a 180°C e unte uma assadeira com manteiga e polvilhe com fubá.
- Em uma tigela grande, misture os ingredientes secos: fubá, farinha de trigo, açúcar, fermento em pó e sal.
- Acrescente os ovos, o leite e a manteiga derretida à mistura seca, mexendo bem com uma colher resistente até formar uma massa homogênea.
- Se for usar, adicione a erva-doce e misture novamente para incorporar o aroma.
- Modele pequenas porções da massa em formato de bolinhas ou discos e disponha-as na assadeira preparada, deixando um pequeno espaço entre elas, pois podem crescer um pouco.
- Asse por cerca de 25 a 30 minutos, ou até que as broas estejam douradas e com a casquinha levemente crocante.
- Retire do forno e deixe amornar antes de servir. A broa é melhor apreciada ainda morna com um café coado.
Dicas do Chef
- Para uma broa mais macia, utilize fubá mimoso (o mais fino).
- Se desejar uma versão mais rústica, substitua metade do leite por água.
- Para broas com queijo, adicione cerca de 40g de queijo minas meia cura em cubinhos à massa antes de modelar.
A Broa de Fubá transcende a simples definição de um pãozinho; ela é um verdadeiro ícone da culinária de conforto brasileira, profundamente enraizada na história colonial do país. Este quitute rústico, feito com o milho — a base alimentar dos povos indígenas antes da chegada dos europeus —, representa a fusão cultural que moldou a gastronomia nacional.
Origem Histórica e Influências
Acredita-se que a introdução da broa no Brasil tenha ocorrido com os colonizadores portugueses, que trouxeram seus costumes de panificação e se adaptaram rapidamente ao uso do fubá, a farinha de milho, que era abundante e acessível. Embora a origem exata seja incerta, pois preparações similares existem em diversas culturas, o registro histórico mais antigo da broa no Brasil remonta a 1733. Naquele ano, em Vila Rica (atual Ouro Preto, Minas Gerais), Domingos de Souza Braga anotou em seus gastos domésticos a aquisição de “treze broas”, um testemunho precoce da popularidade deste alimento na região mineradora.
Com o tempo, a receita sofreu adaptações locais. Enquanto em Portugal e na África já existiam pães à base de farinhas diversas, a combinação com o milho brasileiro consolidou a broa de fubá como um símbolo do Sudeste, especialmente de Minas Gerais, onde se tornou um pão essencial na mesa dos fazendeiros e um símbolo do aconchego rural. Algumas teorias sugerem que a palavra “broa” pode ser uma adaptação do inglês “bread” (pão), mas sua identidade é inegavelmente brasileira, adaptada com ingredientes locais e técnicas trazidas pelos africanos escravizados e pelos próprios europeus.
A Broa nas Tradições Regionais
A versatilidade da broa permitiu que ela se espalhasse e ganhasse toques regionais. No Sul, por exemplo, ela é conhecida como “broa paranaense”. No Sudeste, a versão mineira é frequentemente a mais celebrada, podendo ser doce ou salgada. As variações doces são as mais comuns para o café da tarde, muitas vezes enriquecidas com erva-doce, que confere um aroma inconfundível e delicado. Já as versões salgadas podem incorporar queijo, como o queijo minas meia cura, transformando-a em um acompanhamento robusto.
A broa de fubá é mais do que um item de padaria; ela é um elemento de celebração, sendo frequentemente vista nas Festas Juninas, ao lado de outras iguarias à base de milho. Ela evoca a simplicidade da vida no interior e a hospitalidade brasileira. Sua textura, que equilibra o crocante da casca com a maciez do miolo, é o resultado de uma alquimia de ingredientes básicos — fubá, farinha de trigo, açúcar e ovos — que, juntos, criam uma experiência gastronômica que remete à infância e ao calor do lar.
- Aromatização Clássica: A inclusão da erva-doce é um diferencial que muitos consideram obrigatório para a broa de fubá tradicional, pois seu perfume complementa perfeitamente o sabor terroso do milho.
- O Fubá Mimoso: Para obter a melhor textura, prefere-se o fubá mimoso, que é mais fino e resulta em uma massa mais delicada.
- Associação Cultural: A broa de fubá é frequentemente servida com um bom café coado na hora, reforçando seu papel como um pilar do ritual do café da tarde brasileiro.
Em suma, cada mordida em uma broa de fubá é um resgate de uma história de adaptação, resistência e sabor, que se manteve viva ao longo dos séculos, sendo um patrimônio comestível do Brasil.









