30 minutos
4 porções
Fácil
450 kcal
Ingredientes
- 500g de filé mignon ou alcatra em tiras finas
- 1 colher de sopa de manteiga
- 1/2 cebola média picada
- 2 dentes de alho picados
- 1/2 xícara de chá de cogumelos fatiados (champignon)
- 1/2 xícara de chá de ketchup
- 1 colher de sopa de mostarda amarela
- 1/2 xícara de chá de polpa de tomate (ou extrato de tomate)
- 1 lata de creme de leite (sem soro)
- Sal e pimenta do reino a gosto
- Azeite de oliva ou óleo para selar a carne
- Salsinha picada para finalizar (opcional)
Modo de Preparo
- Em uma panela grande ou frigideira funda, aqueça um fio de azeite e a manteiga em fogo alto.
- Tempere as tiras de carne com sal e pimenta do reino. Adicione a carne à panela em pequenas porções para que doure por igual e não solte muita água. Sele rapidamente e reserve em um prato.
- Na mesma panela, adicione a cebola picada e refogue até ficar transparente. Acrescente o alho e os cogumelos fatiados, refogando por mais 2 minutos.
- Retorne a carne selada para a panela. Misture bem com os cogumelos e o refogado de cebola e alho.
- Adicione o ketchup, a mostarda e a polpa de tomate. Misture todos os ingredientes até o molho começar a engrossar. Se necessário, adicione um pouco de água ou caldo de carne para ajustar a consistência.
- Reduza o fogo para médio-baixo. Deixe cozinhar por cerca de 5 a 10 minutos, ou até que a carne esteja macia e o molho tenha encorpado.
- Desligue o fogo e adicione o creme de leite (sem soro). Misture delicadamente até o molho ficar homogêneo e cremoso. Não deixe ferver após adicionar o creme de leite, para evitar que talhe.
- Sirva imediatamente, acompanhado de arroz branco e batata palha.
Dicas do Chef
- Para garantir que a carne fique macia, não cozinhe por muito tempo. O ideal é selar rapidamente em fogo alto para manter os sucos internos. Se a carne soltar muita água, retire-a da panela, deixe a água evaporar e só então retorne a carne para o molho.
- Para um sabor mais intenso, flambe a carne com um pouco de conhaque após selar, antes de adicionar os demais ingredientes do molho.
- Se preferir uma versão mais leve, utilize creme de leite light ou iogurte natural sem açúcar no lugar do creme de leite tradicional.
- Experimente outras variações, como estrogonofe de frango, camarão ou palmito, ajustando o tempo de cozimento de acordo com o ingrediente principal.
A Fascinante Jornada do Estrogonofe: Da Aristocracia Russa à Mesa Brasileira
O estrogonofe, ou stroganov, é um prato que transcendeu fronteiras e culturas, transformando-se de uma iguaria da aristocracia russa em um dos favoritos do paladar brasileiro. A sua história é tão rica quanto o seu sabor, marcada por adaptações e evoluções que refletem a jornada de um prato que se popularizou em todo o mundo.
A Origem Aristocrática na Rússia Imperial
A história mais aceita remonta ao século XIX, na Rússia imperial. O prato teria sido criado em homenagem à família Stroganov, uma das mais ricas e influentes da época. Embora existam várias lendas sobre a origem exata, a mais difundida atribui a criação a um chef francês que trabalhava para a família. A versão mais romântica sugere que o prato foi adaptado para o Conde Pavel Stroganov, que já estava idoso e com dificuldades para mastigar, daí a carne ser cortada em tiras finas. No entanto, registros históricos indicam que o conde já havia falecido quando a primeira receita documentada foi publicada.
A receita original russa, registrada no livro “Um Presente para Jovens Donas de Casa” (1871) de Elena Molokhovets, era bem diferente da versão que conhecemos hoje. O prato consistia em cubos de carne bovina salteados, servidos em um molho à base de mostarda, caldo de carne e sour cream (creme azedo), sem a presença de cogumelos ou cebolas inicialmente. A influência francesa é notável, pois o prato se assemelha a um fricassé de boeuf, uma técnica de cozimento francesa que envolve carne em um molho cremoso.
A Adaptação Global e a Chegada ao Brasil
Após a Revolução Russa de 1917, a receita se espalhou pelo mundo com os imigrantes russos, ganhando popularidade em diversos países, especialmente na China e nos Estados Unidos. Em cada lugar, o prato foi adaptado aos ingredientes locais e aos gostos regionais. Foi durante essa jornada que o estrogonofe começou a incorporar cogumelos, cebolas e, crucialmente para a versão brasileira, o extrato de tomate e o ketchup.
No Brasil, o estrogonofe chegou após a Segunda Guerra Mundial e rapidamente se tornou um símbolo de sofisticação e modernidade, especialmente nas décadas de 1960 e 1970. A adaptação brasileira é marcada pela substituição do sour cream pelo creme de leite de caixinha ou lata, o que confere ao molho uma textura mais suave e menos ácida. A adição do ketchup e da mostarda, que dão o toque agridoce característico, é a marca registrada da versão nacional.
Curiosidades e Variações do Estrogonofe
- O Acompanhamento Perfeito: Enquanto na Rússia o estrogonofe é tradicionalmente servido com purê de batata ou arroz, no Brasil o prato ganhou um acompanhamento inseparável: a batata palha. Essa combinação de texturas e sabores se tornou a forma mais popular de consumir a receita por aqui.
- O Ketchup na Receita: A inclusão do ketchup é a principal diferença entre a versão brasileira e a original russa. Enquanto a receita russa se baseia em um molho mais complexo de mostarda e creme azedo, a versão brasileira simplificou o processo e adaptou o sabor para o paladar local, que aprecia o agridoce do ketchup.
- Variações Além da Carne: A versatilidade do estrogonofe permitiu o surgimento de inúmeras variações. O estrogonofe de frango é tão popular quanto o de carne, muitas vezes considerado uma opção mais econômica e rápida. Outras versões incluem camarão, palmito e até mesmo opções vegetarianas com cogumelos, brócolis ou tofu.
Dicas do Chef para um Estrogonofe Inesquecível
Para elevar o seu estrogonofe a um novo nível, preste atenção em alguns detalhes-chave. O segredo de um bom estrogonofe está na maciez da carne e na cremosidade do molho. Ao selar a carne, certifique-se de que a panela esteja bem quente para que a carne doure rapidamente sem soltar água. Isso impede que ela cozinhe em vez de fritar, garantindo a suculência. Se a panela for pequena, sele a carne em etapas. Para um sabor mais profundo, adicione um toque de conhaque ou vinho branco seco após selar a carne e flambe-a antes de misturar os demais ingredientes. E, por fim, jamais deixe o creme de leite ferver, pois isso pode talhar o molho e comprometer a textura final. Adicione-o apenas no final do preparo, com o fogo desligado ou muito baixo, misturando delicadamente até incorporar.









