Pão de Macaco (Monkey Bread): Receita Original com Calda de Caramelo

Pão de Macaco (Monkey Bread): Receita Original com Calda de Caramelo
Tempo de Preparo

3 horas

Rendimento

8 porções

Dificuldade

Médio

Calorias

457 kcal

O Pão de Macaco, conhecido internacionalmente como Monkey Bread, é uma sobremesa ou pão doce que cativa pela sua forma divertida e sabor inconfundível. Composto por bolinhas de massa macia, envoltas em uma generosa mistura de açúcar, canela e manteiga derretida, ele é assado em uma forma de pudim ou bolo de anjo para criar uma estrutura “pull-apart”, onde cada pedaço pode ser facilmente puxado com as mãos. O resultado é um pão caramelizado por fora e fofo por dentro, perfeito para ser compartilhado em família ou entre amigos. Embora popular nos Estados Unidos, suas raízes remontam a uma sobremesa tradicional húngara, o Arany Galuska, que evoluiu para a versão com canela que conhecemos hoje. Prepare-se para uma experiência deliciosa e interativa na cozinha.

Ingredientes

  • 500g de farinha de trigo
  • 10g de fermento biológico seco (ou 30g de fermento fresco)
  • 120ml de leite integral morno
  • 120ml de água morna
  • 50g de manteiga sem sal derretida (para a massa)
  • 1 ovo grande
  • 50g de açúcar refinado (para a massa)
  • 10g de sal
  • 150g de manteiga sem sal derretida (para a cobertura)
  • 150g de açúcar mascavo
  • 1 colher de sopa de canela em pó

Modo de Preparo

  1. Prepare a massa: Em uma tigela grande, dissolva o fermento biológico no leite morno com uma colher de chá do açúcar. Deixe descansar por 10 minutos até espumar. Em seguida, adicione o restante do açúcar, a água morna, o ovo, a manteiga derretida (50g) e o sal. Misture bem.
  2. Adicione a farinha de trigo gradualmente e sove a massa por cerca de 10 a 15 minutos, até que fique lisa, elástica e desgrude das mãos. Se necessário, adicione um pouco mais de farinha, mas evite ressecar a massa.
  3. Primeira fermentação: Coloque a massa em uma tigela untada com óleo, cubra com filme plástico e deixe descansar em local aquecido (entre 26-28°C) por cerca de 1 a 2 horas, ou até dobrar de volume.
  4. Prepare a cobertura: Enquanto a massa fermenta, prepare a mistura de cobertura. Em uma tigela, misture o açúcar mascavo e a canela em pó. Em outra tigela, derreta a manteiga (150g).
  5. Modele as bolinhas: Após a primeira fermentação, retire o ar da massa e divida-a em pequenas bolinhas de aproximadamente 2-3 cm de diâmetro. Não precisam ser perfeitamente uniformes.
  6. Monte o pão: Pegue cada bolinha de massa, passe-a primeiro na manteiga derretida e, em seguida, na mistura de açúcar e canela. Arrume as bolinhas em camadas em uma forma de pudim ou bolo de anjo untada, preenchendo o fundo e as laterais.
  7. Segunda fermentação: Cubra a forma com um pano de prato limpo e deixe o pão descansar novamente por mais 30 a 45 minutos, ou até que as bolinhas preencham a forma.
  8. Asse: Preaqueça o forno a 180°C. Leve a forma ao forno e asse por cerca de 30 a 40 minutos, ou até que o pão esteja dourado e cozido por dentro.
  9. Desenforme e sirva: Retire o pão do forno e espere apenas 5 minutos antes de desenformar sobre um prato de servir. O caramelo deve estar quente e líquido para escorrer sobre as bolinhas. Sirva imediatamente, puxando os pedaços com os dedos.

Dicas do Chef

  • Para um pão ainda mais fofo, use leite integral e ovos em temperatura ambiente.
  • Se quiser uma calda extra de caramelo, prepare uma mistura de açúcar mascavo, manteiga e creme de leite e derrame por cima do pão antes de servir.
  • O Pão de Macaco pode ser recheado! Insira um pedacinho de chocolate, cream cheese ou goiabada no centro de cada bolinha antes de fechar e passar na cobertura.
  • A forma de pudim com furo central é ideal, pois permite que o calor circule melhor e asse o pão por igual. Se não tiver, use uma forma redonda de bolo, mas o tempo de cozimento pode variar.

A Origem Fascinante do Pão de Macaco: De Sobremesa Húngara a Ícone Americano

O Pão de Macaco (Monkey Bread) é muito mais do que um pão doce pegajoso e delicioso; é uma história de migração culinária e adaptação cultural que atravessa continentes. Embora seja um item básico em cafés da manhã e brunches americanos, sua origem remonta a um clássico da culinária húngara: o Arany Galuska.

Arany Galuska: O Precursor Húngaro

A história do Pão de Macaco começa com o Arany Galuska, que significa literalmente “bolinho de ouro” em húngaro. Esta sobremesa tradicional consiste em bolinhas de massa de levedura (galuska) enroladas em manteiga derretida e, em seguida, em uma mistura de açúcar e nozes trituradas (tradicionalmente nozes, mas às vezes amêndoas ou sementes de papoula). As bolinhas são dispostas em camadas em uma forma, assadas até ficarem douradas e geralmente servidas com um rico creme de baunilha.

O Arany Galuska era um prato popular entre as comunidades judaicas da Hungria e da Europa Oriental. Ele fazia parte de uma tradição de pães doces de fermentação lenta, que eram frequentemente servidos em ocasiões especiais ou no Shabbat. A receita migrou para os Estados Unidos com imigrantes húngaros e judeus no final do século XIX e início do século XX, onde começou a se adaptar aos ingredientes e paladares locais.

A Evolução para o Monkey Bread Americano

Nos Estados Unidos, a receita húngara foi simplificada e adaptada. A principal mudança foi a substituição das nozes pela canela e pelo açúcar mascavo, que se tornou a marca registrada do Pão de Macaco. Essa variação resultou em um caramelo mais pegajoso e doce, que se popularizou rapidamente.

O nome “Monkey Bread” (Pão de Macaco) é um mistério com duas teorias principais. A mais aceita, e mais divertida, é que o nome deriva da forma como o pão é comido. As bolinhas de massa são assadas juntas em uma forma de pudim, e o pão é servido no centro da mesa para que as pessoas “puxem” os pedaços individualmente com as mãos, sem a necessidade de faca ou garfo. Esse ato de “beliscar” o pão com os dedos, de forma descontraída, lembra o comportamento dos macacos ao comer. Outra teoria, menos conhecida, sugere que o nome se deve à semelhança da estrutura do pão com o fruto do baobá, conhecido como “fruto do macaco”, que possui gomos irregulares e aglomerados.

A Popularização e o Toque Presidencial

A popularidade do Pão de Macaco nos Estados Unidos cresceu exponencialmente nas décadas de 1950 e 1960. No entanto, o prato ganhou status de celebridade na década de 1980, quando Nancy Reagan, então primeira-dama dos Estados Unidos, o serviu em eventos da Casa Branca, especialmente durante as festas de fim de ano. A receita se tornou um símbolo de aconchego e hospitalidade, e sua popularidade se espalhou por todo o país, tornando-se um clássico de Natal e café da manhã de domingo.

Variações e Dicas de Expert

A versatilidade do Pão de Macaco permite inúmeras variações. A receita clássica com canela e açúcar mascavo é apenas o ponto de partida. Experimente adicionar recheios nas bolinhas de massa, como pedaços de chocolate, cream cheese, goiabada ou até mesmo pasta de amendoim. Para uma versão salgada, substitua o açúcar e a canela por alho, queijo ralado e ervas finas. A chave para o sucesso é garantir que a massa esteja bem macia e que o pão seja servido quente, para que o caramelo esteja derretido e envolvente.

O Pão de Macaco é a prova de que a culinária é um organismo vivo, que se transforma e se adapta ao longo do tempo. De uma sobremesa húngara com nozes a um pão doce americano com canela, ele continua a ser uma delícia que une as pessoas em torno da mesa, incentivando a partilha e a diversão.

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