3 horas
15 porções
Médio
250 kcal
Ingredientes
- 1 kg de farinha de trigo (aproximadamente)
- 500 ml de leite integral morno
- 100g de manteiga ou margarina sem sal (em temperatura ambiente)
- 100g de açúcar refinado (cerca de 1/2 xícara)
- 10g de sal (cerca de 1 colher de sopa)
- 2 ovos grandes (em temperatura ambiente)
- 10g de fermento biológico seco (ou 30g de fermento fresco)
- Para pincelar: 1 gema de ovo e 1 colher de sopa de leite
Modo de Preparo
- Em uma tigela pequena, dissolva o fermento biológico seco no leite morno com 1 colher de sopa do açúcar. Deixe descansar por 10 minutos ou até formar uma espuma na superfície, indicando que o fermento está ativo.
- Em uma tigela grande, adicione o restante do açúcar, o sal, os ovos e a manteiga. Misture bem. Adicione a mistura de fermento e mexa.
- Acrescente a farinha de trigo aos poucos, misturando com uma colher ou batedeira de gancho. Quando a massa começar a ficar pesada, transfira para uma superfície enfarinhada.
- Sove a massa vigorosamente por cerca de 15 a 20 minutos, até que fique lisa, elástica e não grude mais nas mãos. O ponto ideal é quando a massa cede ao toque e volta lentamente.
- Forme uma bola com a massa e coloque-a em uma tigela grande untada com óleo. Cubra com um pano úmido ou filme plástico e deixe crescer em local aquecido por 1 a 2 horas, ou até dobrar de volume.
- Após a primeira fermentação, retire o ar da massa pressionando-a suavemente. Divida a massa em porções iguais (cerca de 80g cada) e enrole-as, formando bolinhas uniformes.
- Disponha os pãezinhos em uma assadeira untada, deixando espaço entre eles. Cubra novamente e deixe crescer pela segunda vez por mais 30 a 45 minutos.
- Preaqueça o forno a 180°C. Pincele os pãezinhos com a mistura de gema e leite. Leve ao forno por cerca de 20 a 25 minutos, ou até que estejam dourados por cima. Sirva quente.
- Para pãozinhos recheados, abra cada bolinha de massa, coloque o recheio de sua preferência (doce de leite, goiabada ou queijo) no centro e feche bem antes da segunda fermentação.
Dicas do Chef
- A temperatura do leite é crucial: se estiver muito quente, mata o fermento; se estiver frio, retarda o crescimento. O ideal é morno (cerca de 37°C).
- O leite em pó (3 colheres de sopa adicionadas à farinha) ajuda a intensificar o sabor e a maciez do pão.
- Para um pão ainda mais fofinho, substitua parte do leite por iogurte natural.
- Se a massa estiver muito pegajosa durante a sova, adicione farinha aos poucos para não ressecar o pão.
A História do Pãozinho de Leite: Do Café da Manhã à Confort Food Brasileira
O pãozinho de leite, com sua textura macia e sabor levemente adocicado, é muito mais do que um simples alimento; é um ícone cultural no Brasil. Sua presença é quase obrigatória nas padarias de bairro e nas mesas de café da manhã de domingo. Mas para entender a relevância desse pão, é preciso primeiro mergulhar na história da panificação no país.
A história do pão no Brasil começa com a chegada dos colonizadores portugueses, que trouxeram o trigo e os primeiros métodos de fermentação. No entanto, o pão como o conhecemos hoje só se popularizou a partir do século XIX, impulsionado pela imigração europeia, especialmente a italiana e a francesa. A adaptação das receitas europeias ao paladar e aos ingredientes locais resultou na criação de pães únicos, como o Pão Francês (que, ironicamente, é uma invenção brasileira) e, claro, o Pão de Leite.
A Evolução da Panificação Caseira
O Pão de Leite se diferencia de outros pães por sua composição. Enquanto pães rústicos dependem da água para criar uma casca crocante, o pão de leite utiliza o leite e a gordura (manteiga ou margarina) para garantir uma textura interna extremamente macia e delicada. Essa característica o torna a escolha perfeita para quem busca um pão de “miolo” farto e suave, ideal para ser consumido com recheios doces ou salgados.
Historicamente, a panificação caseira era uma atividade central nas cozinhas brasileiras, especialmente em um período anterior à industrialização massiva das padarias. As receitas eram passadas de geração em geração, e a preparação do pão de leite era um ritual que envolvia a família. A sova da massa era um trabalho árduo que, hoje, pode ser facilitado por batedeiras planetárias, mas que antigamente era feito à mão, com muito carinho e paciência.
Curiosidades e Variações do Pão de Leite
- O Segredo da Maciez: A principal diferença entre um pão de leite fofinho e um pão comum reside na proporção de gordura e laticínios na massa. O leite integral e a manteiga não apenas adicionam sabor, mas também inibem a formação de glúten excessivamente forte, resultando em um miolo mais macio e menos “borrachudo”.
- Recheios Clássicos: Embora o pão de leite simples seja delicioso, ele serve como base para inúmeras variações. Os recheios mais populares no Brasil incluem doce de leite, goiabada (especialmente em Minas Gerais), chocolate e queijo. O pão de leite recheado com queijo e orégano, por exemplo, é uma versão salgada muito apreciada em lanches.
- O Papel do Fermento: O fermento biológico (seco ou fresco) é a alma do pão. A forma como ele é ativado e a temperatura do leite são cruciais. A adição de um pouco de açúcar no início do processo não serve apenas para adoçar, mas principalmente para alimentar o fermento, garantindo que ele cresça adequadamente e produza a textura aerada desejada.
Dicas de Expert para Pãozinhos Perfeitos
Para quem se aventura na panificação caseira, o pão de leite pode ser um desafio, mas com algumas dicas de expert, o sucesso é garantido. A primeira dica é sobre a sova da massa. O pão de leite requer uma sova intensa para desenvolver o glúten, mas sem exageros. O ponto ideal é quando a massa está elástica e lisa, mas ainda macia ao toque.
Outro ponto crucial é a fermentação. A paciência é a chave. Deixe a massa crescer em um local quente e sem correntes de ar. Em dias frios, ligar o forno por alguns minutos e depois desligá-lo, usando o calor residual, pode criar o ambiente perfeito para o crescimento. Pincelar os pães com uma mistura de gema e leite antes de assar garante uma casca dourada e brilhante, digna de padaria.
O pãozinho de leite é, portanto, uma celebração da culinária afetiva brasileira. É o pão que une a família em torno da mesa, que transforma a casa com seu aroma inebriante e que nos lembra que as coisas mais simples da vida são, muitas vezes, as mais saborosas.









