3 horas
8 porções
Fácil
350 kcal
Ingredientes
- 1 lata de leite condensado (395g)
- 2 caixinhas de creme de leite (400g)
- 500 ml de leite integral
- 2 gemas de ovo peneiradas
- 2 colheres (sopa) de amido de milho (Maizena)
- 1 colher (chá) de essência de baunilha
- 1 pacote de biscoito maisena (200g)
- 2 caixas de morangos frescos (cerca de 500g)
- Leite para umedecer os biscoitos
Modo de Preparo
- Prepare o creme: Em uma panela, misture o leite condensado, o leite integral, as gemas peneiradas e o amido de milho dissolvido em um pouco do leite. Leve ao fogo médio, mexendo sempre, até engrossar e atingir a consistência de um mingau cremoso. Adicione a essência de baunilha e cozinhe por mais 1 minuto.
- Resfrie o creme: Retire a panela do fogo e deixe o creme esfriar por cerca de 15 minutos. Em seguida, adicione uma caixinha de creme de leite e misture bem até incorporar por completo. Reserve.
- Prepare os morangos: Lave e pique os morangos em pedaços pequenos. Reserve cerca de 1/3 dos morangos inteiros ou fatiados para a decoração final.
- Montagem do pavê: Em um refratário de vidro (cerca de 20×30 cm), comece com uma fina camada do creme de baunilha. Em seguida, umedeça rapidamente os biscoitos maisena no leite e disponha-os lado a lado sobre o creme.
- Intercale as camadas: Sobre os biscoitos, espalhe metade dos morangos picados e cubra com metade do creme restante. Repita as camadas: biscoitos umedecidos, morangos picados e, por fim, a última camada de creme.
- Refrigere: Leve o pavê à geladeira por, no mínimo, 3 horas ou até que esteja bem firme e gelado. O ideal é deixar de um dia para o outro para que os sabores se acentuem e os biscoitos fiquem macios.
- Finalize: Antes de servir, decore a superfície do pavê com os morangos frescos reservados. Se desejar, adicione raspas de chocolate branco ou chantilly para um toque extra de sofisticação.
Dicas do Chef
- Para um creme mais rico: Adicione uma colher de sopa de manteiga sem sal ao creme ainda quente, após desligar o fogo, para dar mais brilho e cremosidade.
- Variação de textura: Para um toque extra de acidez e frescor, prepare uma geleia rápida com parte dos morangos (cozinhe-os com açúcar e limão) e intercale com as camadas de creme. A geleia também pode ser usada para cobrir o pavê.
- Biscoito maisena vs. Champagne: Se preferir uma textura mais leve, utilize biscoitos champagne. Eles absorvem o líquido mais rapidamente, então o cuidado ao umedecer deve ser redobrado.
- Evite o soro do creme de leite: Para um creme mais consistente, use o creme de leite gelado e sem o soro (se for de lata). Se usar de caixinha, misture bem antes de adicionar.
A História do Pavê: Do Pavimento Francês à Sobremesa de Família Brasileira
O pavê de morango, com sua combinação de creme suave e a acidez da fruta fresca, é uma das sobremesas mais amadas e onipresentes nas mesas brasileiras. No entanto, sua história é mais rica e curiosa do que a maioria das pessoas imagina, e seu nome tem uma origem que remonta a muito antes de se tornar o clássico dos almoços de domingo.
A Origem do Nome: “Pavé” e a Inspiração Europeia
A palavra “pavê” tem raízes francesas. O termo deriva de “pavé”, que significa “pavimento” ou “calçamento” em francês. A analogia é clara: a sobremesa é montada em camadas, onde os biscoitos ou pedaços de bolo representam as pedras do calçamento e o creme atua como a “argamassa” que une a estrutura. Essa montagem em camadas, característica de sobremesas europeias como o inglês trifle e o italiano tiramisù, foi adaptada no Brasil, dando origem ao que conhecemos hoje como pavê.
Apesar de ser frequentemente comparado ao tiramisù, algumas fontes sugerem que o pavê brasileiro pode ter registros históricos mais antigos. Enquanto o tiramisù tem sua primeira citação em livros de receita na década de 1960, o pavê já era mencionado em publicações brasileiras na década de 1930. Essa cronologia sugere que o pavê, embora inspirado em conceitos europeus, desenvolveu-se de forma paralela e autônoma no cenário culinário brasileiro, consolidando-se como uma sobremesa tipicamente nacional.
O Pavê no Coração das Famílias Brasileiras
No Brasil, o pavê transcendeu a condição de simples sobremesa para se tornar um símbolo de celebração e união familiar. É um prato tradicionalmente associado às festividades de fim de ano, como o Natal e o Ano Novo, e aos almoços de domingo. A praticidade da receita, que permite prepará-la com antecedência, e sua versatilidade para adaptação a diferentes sabores (chocolate, abacaxi, pêssego, e claro, morango) contribuíram para sua popularidade duradoura.
A receita de pavê de morango, em particular, é uma das variações mais refrescantes e queridas. O morango, com sua cor vibrante e sabor levemente ácido, contrasta perfeitamente com a doçura do creme à base de leite condensado, tornando-o ideal para climas quentes. A simplicidade dos ingredientes e do modo de preparo faz com que seja uma das primeiras sobremesas que muitos cozinheiros amadores e crianças aprendem a fazer, reforçando seu caráter de “receita de vó” ou “sobremesa de mãe”.
A Piada Clássica e o Reconhecimento Internacional
Não se pode falar de pavê no Brasil sem mencionar a piada mais famosa da culinária nacional: “É pavê ou pra comê?”. A brincadeira, geralmente proferida por um “tiozão” da família, é um rito de passagem em qualquer reunião onde o doce é servido. Embora seja uma piada clichê, ela ressalta o status de ícone cultural que o pavê alcançou, sendo o centro das atenções na mesa de sobremesas.
Recentemente, o pavê brasileiro recebeu reconhecimento internacional. Em 2023, o site gastronômico TasteAtlas classificou o pavê como o terceiro melhor “bolo” do mundo, perdendo apenas para o Medovic russo e o Sernik polonês. Embora a classificação como “bolo” possa ser debatida, o ranking destaca o apreço global pela sobremesa e sua qualidade, superando outras delícias de diversas partes do mundo. O site ressaltou a versatilidade do pavê, mencionando que cada família tem sua variação, e citou o pavê de morango como um dos sabores mais populares.
Dicas do Chef para um Pavê Perfeito
Para um pavê de morango realmente inesquecível, a chave está na textura e no equilíbrio dos sabores. O segredo é garantir que o creme esteja perfeitamente liso e que os biscoitos não fiquem excessivamente encharcados, mantendo um leve contraste de texturas após a refrigeração. Para isso, mergulhe os biscoitos no leite por apenas alguns segundos antes de montar as camadas.
Outra dica valiosa é o tempo de refrigeração. O pavê é uma sobremesa que se beneficia de um longo período na geladeira. O ideal é prepará-lo na véspera e deixá-lo descansar por pelo menos 12 horas. Isso permite que os sabores se harmonizem completamente e que a textura do biscoito atinja o ponto ideal de maciez. Se desejar, adicione uma camada de chocolate branco derretido misturado ao creme ou raspas de chocolate branco por cima para um toque extra de indulgência que combina perfeitamente com o morango.









