15 minutos
4 porções
Fácil
180 kcal
Ingredientes
- 1 maço de alface (crespa, americana ou romana)
- 1 maço de rúcula
- 100g de tomatinhos cereja (ou 1 tomate grande)
- 1/2 pepino japonês fatiado
- 1/2 cebola roxa fatiada finamente (opcional)
- Para o Molho Vinaigrette:
- 4 colheres (sopa) de azeite de oliva extra virgem
- 2 colheres (sopa) de vinagre de vinho tinto (ou suco de limão)
- 1 colher (chá) de mostarda Dijon
- Sal e pimenta do reino a gosto
Modo de Preparo
- Higienize as folhas de alface e rúcula, lavando-as em água corrente. Deixe-as de molho em uma solução de água com hipoclorito de sódio (ou vinagre) por 15 minutos e enxágue bem. Seque as folhas cuidadosamente com um secador de saladas ou papel toalha.
- Corte os tomatinhos cereja ao meio e fatie o pepino e a cebola roxa (se estiver usando).
- Em uma tigela pequena, prepare o molho vinaigrette. Adicione o azeite, o vinagre (ou limão), a mostarda Dijon, o sal e a pimenta do reino. Misture vigorosamente com um batedor de arame (fouet) até que os ingredientes emulsifiquem e o molho fique homogêneo.
- Em uma saladeira grande, misture as folhas secas, os tomatinhos, o pepino e a cebola roxa.
- Regue a salada com o molho vinaigrette somente na hora de servir. Misture delicadamente para envolver todos os ingredientes e sirva imediatamente.
Dicas do Chef
- A etapa de secar bem as folhas é crucial para que o molho adira corretamente e a salada não murche rapidamente. Folhas úmidas diluem o molho e perdem a crocância.
- Não tempere a salada com antecedência, pois o sal e o vinagre fazem com que as folhas percam água e murchem. O ideal é montar e temperar na hora de consumir.
- Para variar, adicione outros ingredientes como cenoura ralada, rabanete fatiado, croutons caseiros, queijo parmesão em lascas ou sementes de girassol.
A História Fascinante da Salada: De “Ervas Salgadas” a Prato Principal Global
A salada, um dos pratos mais versáteis e presentes nas mesas de todo o mundo, tem uma história que remonta a milhares de anos, muito antes de se tornar sinônimo de alimentação saudável e leve. A sua trajetória é um reflexo da evolução da culinária e dos hábitos alimentares da humanidade.
A Origem Etimológica: Herba Salata
A palavra “salada” tem sua origem no latim “herba salata”, que significa “ervas salgadas”. Essa etimologia nos leva diretamente à Roma Antiga, onde os romanos tinham o costume de temperar vegetais crus com sal, azeite e vinagre. O sal era um ingrediente de grande valor e essencial para realçar o sabor dos vegetais e, por vezes, ajudar na sua conservação. Naquela época, as saladas eram frequentemente servidas ao final das refeições, com a crença de que auxiliavam na digestão.
Embora os romanos tenham popularizado o conceito, indícios de consumo de vegetais crus temperados datam de civilizações ainda mais antigas, como os persas e egípcios, por volta de 600 a.C..
A Salada na Idade Média e Renascença
Durante a Idade Média, o consumo de vegetais crus diminuiu drasticamente na Europa. A falta de higiene e o medo de doenças transmitidas por alimentos não cozidos fizeram com que as saladas fossem vistas com desconfiança. Os vegetais eram preferencialmente cozidos ou utilizados como ingredientes em pratos mais elaborados. A salada só recuperou seu prestígio na Renascença, quando a nobreza europeia, especialmente na França, começou a cultivar hortas e valorizar ingredientes frescos. Foi nesse período que o prato começou a ganhar novas variações, com a inclusão de flores comestíveis, frutas secas e especiarias trazidas pelo comércio.
A Evolução da Salada no Brasil
No Brasil, a salada teve um início de popularidade mais lento. De acordo com registros históricos, os povos indígenas e africanos que formaram a base da cultura brasileira não tinham o hábito de consumir folhas cruas como prato principal ou acompanhamento. Os indígenas viam as folhas comestíveis como um alimento leve, sem a “sustança” necessária, enquanto os africanos tinham preferência por vegetais cozidos.
A popularização da salada no Brasil colonial veio com a influência dos colonos portugueses, que trouxeram o costume de servir saladas de alface e tomate como acompanhamento. Com a riqueza da agricultura tropical brasileira, o prato evoluiu, incorporando uma diversidade de ingredientes locais, como frutas e tubérculos. Hoje, a salada simples de alface e tomate é um componente fundamental do tradicional “prato feito” brasileiro.
Dicas de Expert e Variações Modernas
A salada moderna evoluiu de um simples acompanhamento para um prato principal complexo, capaz de fornecer todos os nutrientes necessários para uma refeição completa. A versatilidade da salada permite inúmeras variações, adaptando-se a diferentes dietas e paladares:
- Saladas Verdes: Focadas em folhas frescas, como alface, rúcula, espinafre e agrião. São ricas em vitaminas A, C e K, além de minerais como ferro e cálcio.
- Saladas de Grãos e Proteínas: A adição de grãos (quinoa, lentilha, grão-de-bico) e proteínas (frango desfiado, atum, ovos) transforma a salada em uma refeição completa, ideal para quem busca saciedade e energia.
- Saladas de Frutas: Embora a salada de frutas não seja “salgada” no sentido literal, a palavra “salada” também se refere à mistura de diversos elementos. As saladas de frutas são ricas em fibras e antioxidantes.
Para o chef de cozinha, a salada é uma tela em branco. O segredo para uma salada de sucesso reside no equilíbrio de texturas (crocante, macio), cores (para apelo visual) e sabores (doce, salgado, ácido). O molho, ou tempero, é o elemento que une todos os ingredientes, e um bom vinaigrette caseiro é a escolha clássica para realçar a frescura dos vegetais.









