45 minutos
20 porções
Fácil
110 kcal
Ingredientes
- 250 ml de água (ou leite/caldo de frango)
- 20 g de manteiga ou margarina
- 1 colher de café de sal (para a massa)
- 150 g de farinha de trigo
- 1 colher de sopa de azeite
- 2 dentes de alho picados
- 250 g de frango desfiado e cozido
- Sal e pimenta-do-reino a gosto (para o recheio)
- 1 colher de chá de orégano (opcional)
- 200 ml de natas ou requeijão cremoso (opcional, para recheio mais cremoso)
- 1 unidade de ovo batido
- 150 g de farinha de rosca
Modo de Preparo
- Prepare o recheio: Em uma panela, refogue o alho picado no azeite até dourar. Adicione o frango desfiado, tempere com sal, pimenta-do-reino e orégano. Se desejar, acrescente as natas ou requeijão para um recheio mais cremoso. Misture bem e cozinhe por alguns minutos para incorporar os sabores. Reserve e deixe esfriar.
- Prepare a massa: Em outra panela, coloque a água (ou leite/caldo de frango), a manteiga e o sal. Leve ao fogo médio até ferver.
- Assim que levantar fervura, adicione a farinha de trigo de uma só vez, mexendo vigorosamente com uma colher de pau até obter uma massa lisa que se desprenda do fundo da panela.
- Desligue o fogo e transfira a massa para uma superfície limpa e untada. Deixe amornar um pouco e sove-a até ficar homogênea e maleável.
- Modele as coxinhas: Pegue pequenas porções de massa, abra na palma da mão, formando um "copinho". Preencha com o recheio de frango já frio, feche bem e modele em formato de gota, apertando para que não abram durante o cozimento.
- Empane as coxinhas: Passe cada coxinha primeiro no ovo batido e, em seguida, na farinha de rosca, cobrindo completamente. Certifique-se de que estão bem empanadas para garantir a crocância.
- Pré-aqueça a airfryer a 180°C por 5 minutos.
- Disponha as coxinhas na cesta da airfryer, sem sobrepô-las, para que assem por igual. Se necessário, faça em levas.
- Asse por aproximadamente 12 a 15 minutos a 180°C, virando na metade do tempo, até que estejam douradas e crocantes. O tempo pode variar de acordo com o modelo da sua airfryer e o tamanho das coxinhas. Sirva em seguida.
Dicas do Chef
- Para uma casquinha ainda mais crocante e dourada, borrife um pouco de azeite ou óleo em spray nas coxinhas antes de levá-las à airfryer.
- Não sobrecarregue a cesta da airfryer. Asse as coxinhas em levas para garantir que fiquem bem crocantes por todos os lados.
- Você pode congelar as coxinhas empanadas antes de assar. Para isso, coloque-as em uma assadeira separadas por um tempo no freezer até endurecerem, depois transfira para um saco próprio para congelamento. Asse congeladas na airfryer, aumentando o tempo de cozimento em alguns minutos, até dourarem.
- Experimente adicionar requeijão cremoso ou catupiry ao recheio de frango para um toque extra de cremosidade e sabor.
A coxinha é, sem dúvida, um dos salgados mais emblemáticos e queridos do Brasil, uma verdadeira paixão nacional que transcende gerações e classes sociais. Sua forma característica de “coxa de galinha” e a combinação irresistível de massa macia e recheio suculento a tornam um item obrigatório em festas, lanchonetes e momentos de confraternização. Mas, você já parou para pensar na fascinante história por trás dessa iguaria?
A Lenda da Origem Imperial
A versão mais popular e encantadora sobre a origem da coxinha remonta ao século XIX, no período do Império Brasileiro. A lenda, que se assemelha a um conto de fadas culinário, situa seu nascimento na Fazenda Morro Azul, localizada no interior de São Paulo. De acordo com essa narrativa, havia um filho da Princesa Isabel e do Conde D’Eu, que era mantido afastado da corte devido a uma condição especial – alguns relatos sugerem que ele tinha problemas mentais. Essa criança tinha um paladar extremamente seletivo e só se alimentava de coxas de frango.
Um dia, para o desespero da cozinha imperial, não havia coxas de frango suficientes para atender ao apetite do pequeno príncipe. Foi então que uma engenhosa cozinheira da corte teve uma ideia brilhante: ela desfiou as outras partes do frango, que seriam descartadas pelo menino, e as envolveu em uma massa feita de batata ou farinha de trigo, moldando-a no formato de uma coxa de galinha. O objetivo era “enganar” o menino e satisfazer seu desejo. Para a surpresa e alívio de todos, a criança adorou a “nova” coxa de frango. A iguaria rapidamente conquistou não apenas o príncipe, mas também a própria Princesa Isabel e, em pouco tempo, a nobreza da corte.
Outras Teorias e a Popularização
Embora a lenda imperial seja a mais difundida e romântica, existem outras teorias sobre a origem da coxinha. Uma delas sugere que o salgado surgiu durante o processo de industrialização de São Paulo, ainda no século XIX. Com a crescente demanda por lanches baratos e práticos para os trabalhadores nas portas das fábricas, a coxinha teria sido desenvolvida como uma alternativa mais econômica e durável às coxas de galinha inteiras, que estragavam mais rapidamente. O frango desfiado e envolto em massa oferecia maior durabilidade e um custo de produção mais baixo, tornando-se um sucesso entre os operários.
Há também quem aponte uma possível influência europeia, mais especificamente francesa. Alguns historiadores gastronômicos mencionam que a primeira referência a um salgado similar aparece no livro do renomado chef francês Marie-Antoine Carême, publicado em 1844. Ele descreve um “croquette de poulet” (croquete de frango) moldado em forma de pera, o que poderia ser um precursor da nossa coxinha.
Independentemente de sua origem exata, a coxinha começou a se popularizar de fato a partir da década de 1940, ganhando força nos anos 1950, quando se espalhou por estados como Rio de Janeiro e Paraná. Nas décadas de 1970 e 1980, ela se tornou uma presença garantida em festas de aniversário, lanchonetes, padarias e bares por todo o país, consolidando-se como um ícone da culinária brasileira.
A Coxinha como Símbolo Cultural
Hoje, a coxinha é muito mais do que um simples alimento; é um verdadeiro símbolo da cultura e da identidade brasileira. Sua presença é marcante em praticamente todos os eventos sociais, desde as mais simples reuniões familiares até grandes celebrações. Ela evoca sentimentos de conforto, nostalgia e alegria, sendo um “consolo” em momentos difíceis e uma “celebração” em conquistas.
A versatilidade da coxinha também contribuiu para sua ascensão meteórica. Embora a coxinha de frango desfiado seja a versão clássica e mais amada, o salgado se reinventou ao longo do tempo, ganhando uma infinidade de recheios e variações. Hoje, é possível encontrar coxinhas de catupiry, camarão, carne seca, costela, palmito e até mesmo versões vegetarianas e doces, como a de brigadeiro.
Não é à toa que a coxinha tem até um dia para chamar de seu: o 18 de maio é celebrado como o Dia Nacional da Coxinha, um reconhecimento merecido a essa delícia que conquistou o paladar e o coração dos brasileiros. Com o advento de tecnologias como a airfryer, a coxinha continua a evoluir, adaptando-se às novas tendências de alimentação, oferecendo uma versão “sem fritura” que mantém a crocância e o sabor que a tornaram tão famosa, provando que um clássico pode sempre se reinventar e continuar a encantar.









