1 hora
20 porções
Médio
180 kcal
Ingredientes
- Para o Recheio:
- 500g de peito de frango cozido e desfiado
- 1 colher (sopa) de azeite ou óleo vegetal
- 1 cebola pequena picada
- 2 dentes de alho picados
- 2 colheres (sopa) de extrato de tomate ou molho de tomate
- 1/2 xícara (chá) de caldo do cozimento do frango ou água
- 1/2 xícara (chá) de requeijão cremoso (opcional)
- Sal e pimenta-do-reino a gosto
- Cheiro-verde picado a gosto
- Para a Massa:
- 2 xícaras (chá) de caldo do cozimento do frango (ou caldo de galinha)
- 1 xícara (chá) de leite integral
- 2 colheres (sopa) de manteiga ou margarina
- 1 colher (chá) de sal
- 2 1/2 xícaras (chá) de farinha de trigo
- Para Empanar:
- 2 ovos batidos
- 2 xícaras (chá) de farinha de rosca
- Azeite em spray ou pincel para untar
Modo de Preparo
- Prepare o recheio: Em uma panela, aqueça o azeite e refogue a cebola e o alho até dourarem. Adicione o frango desfiado, o extrato de tomate, o caldo do frango (ou água), sal e pimenta-do-reino. Cozinhe por alguns minutos até o líquido reduzir e os sabores se incorporarem. Desligue o fogo, misture o cheiro-verde e, se desejar, o requeijão cremoso. Reserve e deixe esfriar completamente.
- Prepare a massa: Em outra panela, coloque o caldo do frango, o leite, a manteiga e o sal. Leve ao fogo médio até ferver.
- Quando a mistura ferver, adicione a farinha de trigo de uma só vez, mexendo vigorosamente com uma colher de pau até que a massa desgrude do fundo da panela e forme uma bola homogênea. Cozinhe por mais 1 a 2 minutos para "secar" a farinha.
- Transfira a massa para uma superfície limpa e untada (ou uma bancada de mármore/granito). Deixe amornar o suficiente para conseguir manusear. Sove a massa por alguns minutos até ficar lisa e elástica.
- Modele as coxinhas: Com as mãos levemente untadas, pegue pequenas porções da massa (aproximadamente 30-35g cada). Abra na palma da mão, coloque uma porção do recheio de frango no centro e feche a massa, moldando cuidadosamente em formato de coxinha. Repita o processo até acabar a massa e o recheio.
- Empane as coxinhas: Prepare dois pratos fundos: um com os ovos batidos e outro com a farinha de rosca. Passe cada coxinha primeiro no ovo batido, certificando-se de cobrir toda a superfície, e em seguida na farinha de rosca, pressionando levemente para que o empanamento adira bem.
- Cozinhe na Airfryer: Pré-aqueça sua Airfryer a 200°C por 5 minutos. Pincele ou borrife um pouco de azeite sobre as coxinhas empanadas.
- Disponha as coxinhas na cesta da Airfryer em uma única camada, sem sobrepor. Asse por 15 a 20 minutos, virando na metade do tempo, até que estejam douradas e crocantes. O tempo pode variar conforme o modelo da sua Airfryer e o tamanho das coxinhas. Sirva quente!
Dicas do Chef
- Para uma crocância extra, utilize farinha Panko no lugar da farinha de rosca tradicional.
- Não sobrecarregue a cesta da Airfryer; cozinhe as coxinhas em levas para garantir que dourem por igual.
- Pincele ou borrife azeite generosamente nas coxinhas antes de assar para um dourado mais bonito e uma casquinha mais crocante.
- As coxinhas podem ser congeladas após serem empanadas. Para assar, leve-as congeladas à Airfryer, aumentando o tempo de cozimento em alguns minutos.
- Experimente adicionar um pouco de páprica defumada ou colorau na massa para um tom mais alaranjado e um sabor extra.
A coxinha é muito mais do que um simples salgado; é um verdadeiro patrimônio gastronômico do Brasil, um quitute que evoca memórias de infância, festas de aniversário e encontros descontraídos. Sua forma peculiar, que remete à coxa de frango, e seu recheio suculento envolto em uma massa macia e crocante, fazem dela uma paixão nacional inquestionável. Mas a história por trás dessa delícia é tão rica e saborosa quanto o próprio salgado, permeada por lendas e teorias que se entrelaçam na tapeçaria da culinária brasileira.
A Fascinante Lenda da Origem Imperial
A versão mais difundida e romântica sobre a origem da coxinha nos transporta ao século XIX, em um cenário imperial. A lenda narra que havia um filho da Princesa Isabel e do Conde D’Eu, neto do Imperador D. Pedro II e da Imperatriz Teresa Cristina, que vivia afastado da corte na Fazenda Morro Azul, em Limeira, interior de São Paulo. Este menino, que alguns relatos descrevem como tendo necessidades especiais, possuía uma predileção singular: ele só comia coxas de frango.
Certo dia, a cozinheira da fazenda, em um dilema por não ter coxas de frango suficientes para satisfazer o apetite do jovem príncipe, teve uma ideia engenhosa. Para evitar o choro e a insatisfação do menino, ela desfiou a carne de outras partes do frango, moldou-a em formato de coxa, envolveu-a em uma massa à base de farinha de trigo e, em seguida, fritou-a. O resultado foi um sucesso estrondoso! O menino adorou o novo quitute, e a iguaria rapidamente conquistou não apenas a nobreza da fazenda, mas também, diz a lenda, a própria Princesa Isabel e a Imperatriz Teresa Cristina. Assim, por um ato de criatividade e amor, nascia a coxinha, destinada a se tornar um dos pilares da culinária de rua brasileira.
Outras Teorias e a Evolução da Coxinha
Embora a lenda imperial seja a mais popular, existem outras teorias sobre a origem da coxinha. Uma delas sugere que o salgado surgiu na região da Grande São Paulo, no final do século XIX ou início do século XX, durante o processo de industrialização da cidade. Com a crescente demanda por lanches rápidos e baratos para os trabalhadores nas portas das fábricas, a coxinha teria sido desenvolvida como uma alternativa mais econômica e durável às coxas de galinha in natura, que estragavam facilmente. A massa envolvente permitia uma maior conservação e praticidade.
Há também quem aponte uma possível influência europeia, indicando que a coxinha pode ser uma variação de croquetes ou da “coxa-creme” francesa, pratos que já existiam e que eram moldados em formatos similares. O chef francês Antonin Carême, por exemplo, em seu livro de 1831, já aconselhava moldar croquetes de frango em forma de pera, o que se assemelha ao formato da coxinha.
Independentemente de sua origem exata, o fato é que a coxinha se popularizou rapidamente, espalhando-se de São Paulo para o Rio de Janeiro e Paraná na década de 1950. De uma iguaria inicialmente apreciada pelas classes mais abastadas, ela se tornou um item onipresente em padarias, lanchonetes, bares e festas por todo o Brasil.
Curiosidades e a Cultura da Coxinha
- O Nome: O nome “coxinha” é um diminutivo de “coxa”, referindo-se diretamente ao seu formato que imita uma coxa de frango.
- Versatilidade de Recheios: Embora o recheio tradicional seja de frango desfiado (muitas vezes com requeijão ou catupiry), a coxinha evoluiu para incluir uma vasta gama de sabores, como carne seca, camarão, costelinha barbecue, queijo, e até versões vegetarianas e doces.
- Versões Gourmet: Atualmente, é comum encontrar coxinhas gourmet, que elevam o salgado a um novo patamar com recheios sofisticados e apresentações diferenciadas.
- Símbolo Cultural: A coxinha é mais do que um alimento; ela é um símbolo de carinho, aconchego e celebração, remetendo à ideia de algo feito com amor. Ela está enraizada na cultura popular brasileira, sendo presença obrigatória em festas de aniversário, casamentos e confraternizações.
- Reconhecimento Internacional: A fama da coxinha ultrapassou as fronteiras brasileiras. Recentemente, foi reconhecida por rankings globais, como o da enciclopédia gastronômica TasteAtlas, que a classificou entre os 50 melhores pratos de rua do mundo, destacando sua casquinha crocante e recheio cremoso.
- Dia Nacional da Coxinha: Tão amada é a coxinha que ela ganhou um dia para chamar de seu: 18 de maio é celebrado como o Dia Nacional da Coxinha.
- Festivais e Concursos: Em algumas regiões do Brasil, a paixão pela coxinha é tanta que existem festivais e concursos dedicados exclusivamente a ela, celebrando suas variações e a criatividade dos cozinheiros.
A coxinha na Airfryer é a prova de que a tradição pode se adaptar aos novos tempos, oferecendo uma alternativa mais leve e igualmente deliciosa para desfrutar desse clássico. É uma forma de honrar a história e a cultura de um salgado que, seja qual for sua verdadeira origem, conquistou definitivamente o coração e o paladar dos brasileiros.









