3 horas
12 porções
Fácil
180 kcal
Ingredientes
- 1 sachê (10g) de fermento biológico seco
- 1 colher (sopa) de açúcar
- 1 xícara (chá) de leite morno (240ml)
- 1/2 xícara (chá) de óleo (120ml)
- 1 ovo grande
- 1 colher (chá) de sal
- Cerca de 500g a 600g de farinha de trigo (aproximadamente 4 a 5 xícaras)
Modo de Preparo
- Em uma tigela grande, dissolva o fermento biológico e o açúcar no leite morno. Deixe descansar por 10 minutos ou até formar uma espuma na superfície.
- Adicione o óleo, o ovo e o sal à mistura de fermento. Misture bem com um fouet ou colher.
- Acrescente a farinha de trigo aos poucos, misturando inicialmente com uma colher. Quando a massa começar a ficar pesada, transfira para uma superfície enfarinhada.
- Sove a massa vigorosamente por cerca de 10 a 15 minutos. A massa deve ficar lisa, elástica e parar de grudar nas mãos. Se necessário, adicione um pouco mais de farinha, mas com moderação para não ressecar o pão.
- Forme uma bola com a massa e coloque-a em uma tigela grande untada com óleo. Cubra com um pano de prato limpo e deixe descansar em local aquecido por cerca de 1 a 1h30, ou até dobrar de volume.
- Retire o ar da massa sovando-a levemente por 2 minutos. Modele o pão no formato desejado (redondo ou alongado) e coloque em uma forma untada e enfarinhada.
- Cubra novamente e deixe descansar por mais 30 minutos, ou até crescer um pouco mais.
- Leve ao forno pré-aquecido a 180°C por 30 a 40 minutos, ou até que a superfície esteja dourada. Para um pão mais macio, pincele com gema misturada com um pouco de leite antes de assar.
Dicas do Chef
- Use ingredientes em temperatura ambiente: O leite morno é crucial para ativar o fermento, mas não deve estar quente demais para não "matá-lo".
- A sova é a chave: A sova adequada desenvolve o glúten, o que garante a maciez e a estrutura do pão. Não pule esta etapa!
- Teste do ponto da massa: Para saber se a massa está bem sovada, puxe um pedaço delicadamente. Se conseguir esticá-lo formando uma "janela" fina e transparente sem rasgar, o glúten está desenvolvido.
A História Milenar do Pão Caseiro: Uma Jornada do Egito à Mesa Brasileira
O pão caseiro, em sua essência mais pura, é muito mais do que um alimento; é um elo com a história da humanidade. A jornada do pão começa há cerca de 10.000 a 12.000 anos, no Crescente Fértil (região da Mesopotâmia), coincidindo com o surgimento da agricultura. Os primeiros “pães” eram bem diferentes do que conhecemos hoje: eram feitos de grãos moídos misturados com água, resultando em bolos achatados, duros e sem fermentação (pães ázimos).
A verdadeira revolução na panificação ocorreu no Antigo Egito, há cerca de 6.000 anos. Acredita-se que a descoberta do fermento tenha sido acidental. Uma massa de pão ázimo foi esquecida e exposta ao ar, permitindo que leveduras selvagens e bactérias presentes no ambiente iniciassem o processo de fermentação. O resultado foi uma massa mais leve, aerada e saborosa. Os egípcios aperfeiçoaram essa técnica, e o pão se tornou um alimento fundamental na dieta e na cultura, sendo até mesmo utilizado como forma de pagamento de salários.
O Pão na Idade Média e o Retorno à Produção Caseira
Durante a Idade Média, a produção de pão passou por altos e baixos. Com o declínio do Império Romano, as grandes padarias desapareceram, e a produção de pão retornou ao ambiente doméstico. As famílias voltaram a assar seus próprios pães, muitas vezes em fornos comunitários. No entanto, o pão era frequentemente feito sem fermento, voltando a ser mais denso. Somente com o ressurgimento das padarias e o avanço das técnicas de moagem e fermentação, o pão levedado e macio se popularizou novamente.
A Tradição do Pão Caseiro no Brasil
No Brasil, a tradição do pão caseiro ganhou força com a chegada dos colonizadores portugueses e, posteriormente, com a imigração europeia, especialmente italiana e alemã. Em muitas regiões rurais, fazer pão em casa era uma rotina diária ou semanal. O pão caseiro não era apenas um alimento; era um símbolo de fartura e de união familiar. O ato de sovar a massa e esperar o crescimento era um ritual que envolvia toda a casa, e o cheiro do pão assando perfumava o ambiente, criando memórias afetivas que perduram até hoje.
Por que o Pão Caseiro está em alta?
Nos últimos anos, o interesse pelo pão caseiro ressurgiu com força. A busca por uma alimentação mais saudável, sem aditivos químicos e conservantes, tem levado muitas pessoas a redescobrir o prazer de fazer o próprio pão. Além dos benefícios para a saúde, o processo de sova e fermentação é visto como uma atividade relaxante e terapêutica, que alivia o estresse da vida moderna. Fazer pão em casa é uma forma de se reconectar com a comida, garantindo a qualidade dos ingredientes e personalizando o sabor de acordo com as preferências de cada um.
Dicas de Expert para um Pão Perfeito
- A Fermentação Natural (Sourdough): Para um sabor mais complexo e uma digestão mais fácil, experimente substituir o fermento biológico seco por um fermento natural (levain ou massa madre). O processo é mais longo, mas o resultado é um pão com acidez característica e textura inigualável.
- Variações de Ingredientes: Não tenha medo de experimentar. Adicione sementes (linhaça, gergelim, girassol) para aumentar a fibra e a textura, ou inclua azeitonas, queijos e ervas para um pão salgado. Para um toque adocicado, adicione frutas secas ou nozes.
- Armazenamento: Para manter o pão caseiro fresco por mais tempo, armazene-o em um saco de papel ou em um recipiente hermético à temperatura ambiente. Evite a geladeira, pois ela acelera o ressecamento do pão. Para congelar, fatie o pão e congele as fatias em sacos plásticos.









