Pão Doce e Rosca de Padaria: Receita Fofinha e Clássica

Pão Doce e Rosca de Padaria: Receita Fofinha e Clássica
Tempo de Preparo

3 horas

Rendimento

12 porções

Dificuldade

Médio

Calorias

375 kcal

O Pão Doce e Rosca de Padaria é uma verdadeira instituição no café da manhã e da tarde brasileiro. Sua massa macia, levemente adocicada e a irresistível cobertura de coco ou creme de confeiteiro evocam memórias afetivas e o cheiro delicioso das padarias tradicionais. Embora existam inúmeras variações regionais, a base de um pão doce perfeito reside na técnica de fermentação e no ponto certo da massa, garantindo a maciez que desmancha na boca. Esta receita clássica ensina a preparar a massa base, que pode ser modelada tanto como pão doce individual quanto como a tradicional rosca trançada, e finalizada com a cobertura de coco que faz sucesso em todo o país. Prepare-se para surpreender a família com um pão caseiro que rivaliza com o da sua padaria favorita.

Ingredientes

  • 500g de farinha de trigo (aproximadamente)
  • 10g de fermento biológico seco (ou 30g de fermento fresco)
  • 100g de açúcar (1/2 xícara)
  • 100ml de leite morno
  • 100ml de água morna
  • 2 ovos grandes
  • 80g de manteiga sem sal (em temperatura ambiente)
  • 1 colher de chá de sal
  • 1 colher de chá de essência de baunilha (opcional)
  • Para a cobertura:
  • 1/2 lata de leite condensado
  • 50g de coco ralado

Modo de Preparo

  1. Em uma tigela pequena, misture o fermento biológico com o leite morno, a água morna e uma colher de sopa do açúcar. Deixe descansar por 10 minutos até formar uma espuma (esponja).
  2. Em uma tigela grande (ou na batedeira planetária), adicione o restante do açúcar, os ovos, o sal e a essência de baunilha. Misture bem.
  3. Despeje a mistura da esponja na tigela grande e adicione a farinha de trigo aos poucos, misturando com uma colher. Quando a massa começar a ficar firme, transfira para uma superfície enfarinhada.
  4. Comece a sovar a massa. Adicione a manteiga em temperatura ambiente e continue sovando por cerca de 15 a 20 minutos, até que a massa fique lisa, elástica e pare de grudar nas mãos. O ponto ideal é o "ponto de véu", onde a massa estica sem rasgar.
  5. Faça uma bola com a massa e coloque-a em uma tigela untada com óleo. Cubra com um pano de prato limpo ou plástico filme e deixe descansar em local aquecido por cerca de 1 a 1h30, ou até dobrar de volume.
  6. Retire o ar da massa e divida-a em porções. Para fazer roscas, divida a massa em 2 ou 3 partes iguais, enrole cada parte em um cilindro e trance-as, unindo as pontas para formar um anel. Para pães doces individuais, enrole em bolinhas.
  7. Coloque a rosca ou os pães em uma assadeira untada e enfarinhada, deixando espaço entre eles. Cubra novamente e deixe crescer por mais 30 a 40 minutos.
  8. Pré-aqueça o forno a 180°C. Pincele a superfície dos pães com gema de ovo misturada com um pouco de leite. Leve ao forno por cerca de 30 a 40 minutos, ou até que fiquem dourados.
  9. Retire do forno e, ainda quente, regue com o leite condensado. Polvilhe o coco ralado por cima. Sirva morno ou frio.

Dicas do Chef

  • Para uma rosca de padaria ainda mais tradicional, substitua a cobertura de coco por um creme de confeiteiro. Depois de assada, corte a rosca ao meio, recheie com o creme e finalize com uma calda de açúcar e coco ralado.
  • O tempo de fermentação pode variar dependendo da temperatura ambiente. Em dias frios, aqueça levemente o forno (desligado) e coloque a massa lá dentro para acelerar o processo. A água e o leite mornos ajudam a ativar o fermento mais rapidamente.
  • Para um pão ainda mais fofinho, use farinha de trigo de boa qualidade com alto teor de proteína (acima de 10g/100g) e não pule a etapa de sova, que é crucial para desenvolver o glúten.

A História do Pão Doce no Brasil: Uma Herança Européia com Toque Tropical

O pão doce é mais do que um alimento; é uma experiência sensorial que remete à infância e ao aconchego das padarias de bairro. No Brasil, ele se consolidou como um dos favoritos no café da manhã e no lanche da tarde, mas sua trajetória é longa e repleta de influências culturais. A história do pão doce no país está intimamente ligada à colonização e à imigração, que trouxeram para cá as tradições de panificação europeias.

Do Velho Mundo às Padarias Brasileiras

A chegada do pão ao Brasil remonta ao período colonial, trazido pelos portugueses. No entanto, o pão como o conhecemos hoje, feito com fermento biológico, só começou a se popularizar a partir do século XIX. A influência da panificação moderna, com técnicas de fermentação controlada, chegou com a imigração europeia, especialmente a italiana e a portuguesa. O pão doce, em particular, tem raízes em diversas tradições europeias, como o pão de leite português, a brioche francesa e o stollen alemão, que são variações de massas enriquecidas com açúcar, ovos e gordura.

No Brasil, essa massa doce ganhou características próprias. Enquanto em Portugal e em outros países o pão doce é frequentemente consumido em épocas específicas (como o pão de Deus português no Dia de Todos os Santos), no Brasil ele se tornou um item de consumo diário. O historiador Clóvis Bulcão, especialista em panificação, chega a afirmar que o pão doce brasileiro é uma receita tipicamente nacional, resultado da adaptação de ingredientes e técnicas importadas ao paladar local.

A Rosca: Forma e Tradição

A rosca, que é essencialmente um pão doce modelado em formato de anel, possui uma simbologia particular. O formato circular remete à eternidade e à união, sendo um pão tradicionalmente preparado em festividades religiosas, como a Páscoa (rosca de Páscoa) ou o Natal. A palavra “rosca” em si tem origem espanhola e portuguesa, referindo-se a pães com essa forma característica.

No contexto brasileiro, a rosca de padaria se popularizou com recheios e coberturas que a distinguem do pão doce simples. A rosca de coco, com sua cobertura de leite condensado e coco ralado, é talvez a variação mais icônica. Outra versão clássica é a rosca com creme de confeiteiro, um recheio cremoso de baunilha que confere umidade e sabor irresistível à massa.

O Pão Doce no Cotidiano e na Cultura Brasileira

A popularidade do pão doce no Brasil se deve, em grande parte, à sua versatilidade. Ele pode ser consumido puro, com manteiga, ou com recheios doces como goiabada, doce de leite ou chocolate. No entanto, é no balcão da padaria que ele brilha. O pão doce de padaria, com sua massa fofinha e brilhante, é um convite irrecusável. A rosca de padaria, em particular, é um exemplo de como a culinária brasileira absorve influências e as transforma em algo único, adaptando-se ao paladar doce e à cultura do café que tanto prezamos.

Dicas de Expert para um Pão Doce Perfeito

  • A Fermentação é a Chave: Para garantir a maciez, a massa precisa de tempo para crescer. Não apresse o processo. Em dias frios, use água e leite mornos para ativar o fermento e deixe a massa em um local sem correntes de ar, como dentro do forno desligado.
  • Ponto de Sova: A sova é fundamental para desenvolver o glúten, que dá estrutura e elasticidade à massa. O ponto de véu indica que o glúten está bem desenvolvido e resultará em um pão fofinho.
  • Variações de Recheio: Não se limite ao coco. Experimente rechear a rosca com goiabada cascão, doce de leite cremoso ou pedacinhos de chocolate. A criatividade na padaria brasileira não tem limites.

Quantas estrelas essa receita merece?

Enviar classificação Média: 4.7 / 5. Votos: 271

Média: 4.7 / 5. Votos: 271

Nenhum voto até agora! Seja o primeiro a avaliar este post.

Continue lendo...